Mostrar mensagens com a etiqueta Arquitectura. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Arquitectura. Mostrar todas as mensagens

sábado, 2 de fevereiro de 2013

Malhadas e Centro de Formação Agrária de Malhadas

Malhadas é uma freguesia do concelho de Miranda do Douro, com 27,53 km² de área, 344 habitantes (em 2011) e uma densidade populacional de 12,5 hab/km².

Situa-se numa região relativamente plana com capacidade agrícola, de características rurais, na zona central do concelho. É ainda hoje um dos mais importantes aglomerados do concelho. Distante da sede do concelho 9 km, sendo o acesso garantido pela E. N. 218 que lhe assegura ligação ao exterior no sentido este-oeste a Vimioso. Terra de remoto povoamento, que nos é testemunhado pelos diversos vestígios arqueológicos encontrados na região. No princípio da monarquia portuguesa, D. Sancho I doou esta terra a D. Nuno de Zamora, D. Pedro Ponce, D. André, D. Miguel e D. Salvador, com a condição de a defenderem no caso de ser cercada por inimigos. Por esta altura, Malhadas era vila. O topónimo “Malhadas” encontra-se ainda envolto em diversas dúvidas quanto à sua verdadeira origem.

Considerando as Inquirições do séc. XIII, esta terra era chamada "Malada", nome que, tendo por base um documento de 1202, era de mulher. No entanto, nessa época, este termo também significava criado e criada ou certas obrigações pagas ao senhorio em algumas terras. Mais tarde, a este nome, outras significações lhe surgiram, como era o caso de regime pastoril. Malhadas é uma povoação alicerçada na agricultura e na pecuária, possui já um posto zootécnico que faz a riqueza pecuária da região. Esta aldeia possui também um esplêndido cruzeiro e uma magnífica igreja paroquial que nos faz recuar à época romântica. Existe ainda perto da aldeia um castro, conhecido por "Marmolina".

Centro de Formação Agrária de Malhadas
Um edifício construído em 1950. Gosto bastante da serenidade e dos telhados do centro de formação.

abraces algarvi'sh!!!

ps: Têxt'aqui (Wikipedia e Câmara Municipal de Miranda do Douro) e fót'sh'aqui (Câmara Municipal de Miranda do Douro, Panoramio (elcorty), Monumentos (Cruzeiro de Malhadas) e Monumentos (Centro de Formação Agrária de Malhadas)).

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Picote (Picuote) e o Conjunto habitacional da Central Hidroeléctrica do Picote

Picote (em mirandês Picuote) é uma freguesia do concelho de Miranda do Douro, com 19,95 km² de área, 301 habitantes (em 2011) e uma densidade populacional de 15,1 hab/km².

O território da freguesia de Picote terá sido povoado desde épocas remotas, como testemunham os vestígios arqueológicos que abundam na região. Um povoado fortificado, proveniente da Idade do Ferro, tem marcas de uma vila que, pela sua estrutura e materiais, parece ser romana.

A aldeia de Picote tem uma particularidade, fala-se mirandês e as ruas da aldeia têm dupla afixação em mirandês e português, o que se tornou motivo de curiosidade em Portugal.

Em termos arquitectónicos, tem um tesouro escondido e ao abandono (parece que está a ser revitalizado). Falo do...

Conjunto habitacional da Central Hidroeléctrica do Picote
Aldeia construída como "aldeia ideal", de características modernas, com casas de habitação e vários serviços, como escola, posto médico, cinema, teatro, peixaria, talho, mercado, barbearia, estação de correios, pousada, as "casas dos engenheiros", piscinas e parque desportivo, tendo-se estudado os materiais e espécies arbóreas compatíveis com o clima e planeado os percursos. As casas foram as primeiras do Nordeste Transmontano a terem água canalizada e tratada.

Cronologia
- década de 1950 - procurando impulsionar a electrificação do país, construiu-se a "Central do Douro", que incluía as barragens de Miranda do Douro, Bemposta e Picote, com projecto doa arquitectos Manuel Nunes de Almeida, Rogério Ramos e João Archer de Carvalho, respectivamente, a convite da Hidro-eléctrica do Douro SARL;
- década de 1990 - transferência do controle das barragens do Douro para Bagaúste, Peso da Régua, e do Centro de Controle, iniciando-se um processo de progressivo abandono da aldeia;
- década de 2000 - compra de três habitações da aldeia pela Câmara Municipal de Miranda do Douro e instalação de Centro de Acolhimento Juvenil em duas delas;
- 2002 - início do projecto de reabilitação da aldeia do Picote, da autoria da Fragua, Associação para o Desenvolvimento Integrado de Picote, visando a recuperação das habitações tradicionais mirandesas, recuperação da via fluvial e criação de um museu;
- 2008, Junho - data prevista para a conclusão do projecto de requalificação da aldeia, com vista à integração da rede nacional de eco-turismo, pela Junta de Freguesia, pela Fraga - Associação para o Desenvolvimento Integrado do Picote, pela Câmara Municipal de Miranda do Douro, pela CORANE - Associação de Desenvolvimento da Raia Nordestina, pelo Ministério da Agricultura através do programa Agris e pela EDP, orçado num milhão de euros.
A padaria da aldeia
A igreja e o seu interior...
A pousada...
As habitações isoladas, para os engenheiros e suas famílias...



abraces algarvi'sh!!!

ps: Têxt'aqui (Wikipedia, Câmara Municipal de Miranda do Douro e Monumentos) e fót'sh'aqui (Panoramio (Harbert), Skyscraper City - O Modernismo Escondido - Aldeia do Barrocal do Douro, Panoramio (Luis Morgado), Panoramio (Luis Rodrigues) e Panoramio (Rui J P Oliveira )).

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Cabanal do Castelo

Enquadramen- to urbano, integração harmónica no interior da cidadela de Miranda do Douro, próximo da sua entrada principal e junto à alcáçova, em largo pavimentado com calçada à portuguesa, entre guias de xisto, e pontuado por árvores, defronte do Jardim de Infância, no local onde se realizava a feira de Miranda do Douro.

Arquitectura agrícola, vernacular, século XIX (provavelmen- te). Cabanal de planta rectangular, simples, com fachada principal, virada a Oeste, ritmada por catorze pilares quadrangula- res monolíticos, assentes em pano pétreo, com capeamento em cantaria, tendo os inter-espaços actualmente envidraçadas. A cobertura assenta sobre travejamento de madeira, cujas linhas de asnas terminam em forma de cachorro racial.

Interior organizado em salas de trabalho, sala de reuniões, casa de banho e arrecadação, com paramentos rebocados e caiados e em alvenaria irregular de granito, com as juntas tomadas, apresentando, embutido ao longo do paramento de fundo duas mísulas pétreas sobrepostas, para sustentação de prateleiras; pavimento em mosaico cerâmico e tecto de madeira. O espaço ainda conserva uma primitiva divisória interna em alvenaria rebocada e caiada, rasgada por porta de vão rectangular. A casa de banho e a arrecadação com paramentos rebocados e caiados, posuem portas, de correr, rectangulares, em madeira.

Características Particulares
Constitui um elemento característico de arquitectura vernacular da Terra de Miranda, dos quais só restam o presente exemplar e o de Caçarelhos (no concelho vizinho do Vimioso), correspondendo a instalações de apoio às feiras, nas quais se instalavam alguns comerciantes, ocupando, cada um, o espaço entre dois pilares, servindo o parapeito da frontaria de balcão e sendo expostos os produtos nas prateleiras do interior. Este possui ainda a particularidade de ter um pilar datado, correspondente à sua provável remodelação.

abraces algarvi'sh!!!

ps: Têxt'e fót'sh'aqui (Monumentos).

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Edifício da Câmara Municipal de Cinfães

Arquitectura política e administrativa, oitocentista. Enquadramento urbano, isolado, implanta-se em terreno sobranceiro à via pública, possuindo escadaria central, flanqueada por muros que acompanham o desnível da zona envolvente do edifício, onde se implanta o Pelourinho fronteiro à fachada lateral esquerda e o Cruzeiro do Centenários no cunhal direito da fachada principal. Nas imediações, ergue-se o Tribunal da Comarca.

O edifício da Câmara Municipal tem a particularidade de ter os vãos do rés-do-chão e do primeiro unidos, no alçado posterior, naquilo que se presume ter sido uma intervenção posterior (a diferença de tonalidade nas cantarias deixa adivinhar isso).

Pelourinho de Cinfães
Cruzeiro dos Centenários em Cinfães
Tribunal Judicial de Cinfães

abraces algarvi'sh!!!

ps: Têxt'aqui (Monumentos (Câmara Municipal de Cinfães)) e fót'sh'aqui (Monumentos (Câmara Municipal de Cinfães), Panoramio (ruben Martins), Monumentos (Cruzeiro do Centenários) e Monumentos (Tribunal Judicial de Cinfães)).

terça-feira, 20 de novembro de 2012

Pelas ruas de Cinfães

Vamos conhecer os dados demográficos do concelho de Cinfães e dar um pequeno passeio pela pequena vila de Cinfães. Infelizmente, o panorama não é diferente das cidades do interior do país...

A população do Município de Cinfães tem vindo a decrescer continuamente desde a segunda metade do século XX, designadamente, a partir da década de 1950 (com cerca de 35400 habitantes), facto que pode ser explicado pelos movimentos migratórios que se foram verificando nos períodos de implementação democrática e liberalização dos mercados. Dos elementos mais significativos da segunda metade do séc. (com perdas na ordem dos 9700) subtrai-se a década de 1990 com decréscimo de cerca de 3700 habitantes.
No âmbito da distribuição espacial, ou seja, a densidade relativa dos habitantes de determinada superfície, o Município de Cinfães apresenta uma distribuição heterogénea com tendência de concentração em focos habitacionais rurais e urbanos, com mais atractivos à fixação. Com cerca de 90,4 habitantes por km² (2002), o Município de Cinfães tem uma baixa densidade populacional - apontando um território com elevado potencial natural de cariz turístico.


abraces algarvi'sh!!!

ps: Têxt'aqui (Wikipedia) e fót'sh'aqui (Wikipedia, Câmara Municipal de Cinfães e Skyscraper City).