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sábado, 22 de dezembro de 2012

- Poesia (2010)

Enquanto não decido o próximo destino, tinha pensado em colocar um poema que gostasse. Só que, ontem à noite, lembrei-me que tinha um filme coreano para ver chamado Poesia e que poderia haver a possibilidade de retirar algum poema do filme, para colocar no texto de hoje. E assim aconteceu. :-)))

O filme narra a história de... "Uma mulher com sessenta e seis anos, confrontada com a descoberta de um crime hediondo perpetrado por um familiar e com a notícia de que padece da doença de Alzheimer, encontra força e propósito, para prosseguir a sua vida, num curso de poesia" (tradução da sinopse do filme, in IMDB) e, com isso, toca nos temas actuais do conflito entre a geração antiga, que preza os valores e tradições, e a geração actual, que vive de acordo com os valores e práticas ditadas pelas televisões e videojogos, e da melhor forma de encarar a doença na velhice.

O filme foi realizado e escrito por Lee Chang-dong e tem Yoon Jeong-hee no papel principal do filme. Ambos são sublimes. A realização e o argumento de Lee Chang-dong combinam de forma perfeita: o argumento deixa transparecer um ritmo lento e atento aos detalhes, coisas a que a realização responde de modo excelente. A interpretação brilhante de Yoon Jeong-hee fecha o ciclo.

Adoooooooooooooooooooooooooorei o filme! O filme tem um pequeno senão: há duas cenas íntimas que, para mim, são gratuitas, na forma como são filmadas, e completamente dispensáveis para a narrativa do filme.

A conversa já vai longa. :-))) E, agora, vamos ao motivo do texto de hoje, o poema! :-)))

Segue-se um dos poemas do filme, "Agnes Song". Peço desculpas antecipadas por estar em inglês, mas não me quis aventurar na sua tradução...

Agnes Song

How is it over there?
How lonely is it?
Is it still glowing red at sunset?
Are the birds still singing on the way to the forest?
Can you receive the letter I dared not send?

Cartaz do filme
Can I convey…
the confession I dared not make?
Will time pass and roses fade?
Now it's time to say goodbye
Like the wind that lingers and then goes,
just like shadows
To promises that never came,
to the love sealed till the end.

To the grass kissing my weary ankles
And to the tiny footsteps following me
It's time to say goodbye
Now as darkness falls
Will a candle be lit again?
Here I pray…
nobody shall cry…
and for you to know…
how deeply I loved you
The long wait in the middle of a hot summer day
An old path resembling my father's face
Even the lonesome wild flower shyly turning away
How deeply I loved
How my heart fluttered at hearing faint song
I bless you
Before crossing the black river
With my soul's last breath
I am beginning to dream…
a bright sunny morning…
again I awake blinded by the light…
and meet you…
standing by me.




abraces algarvi'sh!!!

ps: Têxt'aqui (IMDB e AsianWiki) e fót'sh'aqui (Cultura intratecal).

sexta-feira, 23 de março de 2012

Re-Início

Tive um blog de viagens pelo Portugal que, raramente, vem nos roteiros turísticos e que eu adoooooro. Durou quatro anos e três meses. Não é para me gabar, mas tinha bastante qualidade. Até teve um pequeno texto dedicado a ele, numa revista de um jornal brasileiro de média circulação.

Decidi reatá-lo, com outro nome e com algumas diferenças. Na sua maioria, será composto pelas visitas aos concelhos e, para descansar, terá um pouco de música. Ahhhh, uma coisa muito importante. O blog continuará a ser bilingue: Português e Algarvio.

O nome do blog, "Eu Sou do Tamanho do que Vejo", é uma das minhas citações preferidas e é um título de um poema do Guardador de Rebanhos, de Alberto Caeiro, heterónimo Fernando Pessoa.

"Eu Sou do Tamanho do que Vejo

Da minha aldeia veio quanto da terra se pode ver no Universo...
Por isso a minha aldeia é tão grande como outra terra qualquer
Porque eu sou do tamanho do que vejo
E não, do tamanho da minha altura...
Nas cidades a vida é mais pequena
Que aqui na minha casa no cimo deste outeiro.

Na cidade as grandes casas fecham a vista à chave,
Escondem o horizonte, empurram o nosso olhar para longe de todo o céu,
Tornam-nos pequenos porque nos tiram o que os nossos olhos nos podem dar,
E tornam-nos pobres porque a nossa única riqueza é ver."


É eshpér' que góshtém da viagém!

abraces algarvi'sh!!!

ps: Têxt'aqui (Citador).