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quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

São Martinho de Angueira (San Martino)

São Martinho de Angueira (em mirandês San Martino) é uma freguesia do concelho de Miranda do Douro, com 37,00 km² de área, 307 habitantes (em 2011) e uma densidade populacional de 8,3 hab/km².

O povoamento do território desta freguesia remonta a tempos pré-históricos ou, pelo menos proto-históricos como atesta a sua arqueologia. Foram identificados nesta freguesia vestígios de dois castros, o do Pisão - próximo da azenha dos Currais e o do Rebulhal, situado 500m a sul da capela de Santa Cruz. Segundo rezam as lendas, ambos terão sido habitados por mouros, e onde o Padre Luís Cardoso diz, em 1758, que se vêem restos de fortificações, tais como um “ fosso e cerco de pedra da altura de uma vara”, no castro do Rebulhal, terá existido também uma capela.

Existem gravações em rochas, atribuídas aos povos que ali terão habitado. Nas proximidades desse local foram encontrados objectos metálicos, entre os quais uma espada.

abraces algarvi'sh!!!

ps: Têxt'aqui (Wikipedia e Câmara Municipal de Miranda do Douro) e fót'sh'aqui (Panoramio (6Co), Panoramio (marpir) e Panoramio (meirinhos)).

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Genísio (Zenízio) e a sua igreja

Genísio (em mirandês Zenízio) é uma freguesia do concelho de Miranda do Douro, com 29,82 km² de área, 186 habitantes (em 2011) e uma densidade populacional de 6,2 hab/km².

Dista da sua sede de concelho cerca de 14 km. De características marcadamente rurais, com as suas várzeas agrícolas, este aglomerado é sede de freguesia de que faz ainda parte o lugar anexo de Especiosa.

A existência de Genísio como povoação é de origem medieval. Em 1262, Ruy Pays e Orroca Afonso doavam ao mosteiro de Moreruela tudo quanto tinham em Genísio. Assim, a povoação de Genísio passou a pertencer ao mosteiro de Moreruela até à altura da criação da diocese de Miranda em 1545.

Igreja de Santa Eulália
Igreja barroca com frontispício em empena de cornija truncada por dupla sineira, seguindo o modelo de tantas outras igrejas do distrito suas contemporâneas. A sineira apresenta um alpendre, de uma água, em madeira telhada, sobre um varandim lajeado e com parapeito metálico, suportado por prumos de ferro, elemento característico da arquitectura religiosa da região de Miranda do Douro. As campanhas de obras e ampliação da igreja apresentam-se bem documentadas, através de datas inscritas em vários locais no interior. A ampliação da capela-mor não foi bem articulada com a nave, visto os arcos de duas capelas terem sido cortados. Os vãos das capelas, do arco triunfal, das janelas da nave, da porta de acesso à sacristia e o púlpito estão pintados, em tons de verde, vermelho, azul e cinza, com motivos fitomórficos possuindo, no entanto, as da capela-mor uma linguagem decorativa diferente, essencialmente imitando marmoreados.

abraces algarvi'sh!!!

ps: Têxt'aqui (Wikipedia, Câmara Municipal de Miranda do Douro e Monumentos) e fót'sh'aqui (Panoramio (Bruno Esteves ©) e Monumentos).

sábado, 2 de fevereiro de 2013

Malhadas e Centro de Formação Agrária de Malhadas

Malhadas é uma freguesia do concelho de Miranda do Douro, com 27,53 km² de área, 344 habitantes (em 2011) e uma densidade populacional de 12,5 hab/km².

Situa-se numa região relativamente plana com capacidade agrícola, de características rurais, na zona central do concelho. É ainda hoje um dos mais importantes aglomerados do concelho. Distante da sede do concelho 9 km, sendo o acesso garantido pela E. N. 218 que lhe assegura ligação ao exterior no sentido este-oeste a Vimioso. Terra de remoto povoamento, que nos é testemunhado pelos diversos vestígios arqueológicos encontrados na região. No princípio da monarquia portuguesa, D. Sancho I doou esta terra a D. Nuno de Zamora, D. Pedro Ponce, D. André, D. Miguel e D. Salvador, com a condição de a defenderem no caso de ser cercada por inimigos. Por esta altura, Malhadas era vila. O topónimo “Malhadas” encontra-se ainda envolto em diversas dúvidas quanto à sua verdadeira origem.

Considerando as Inquirições do séc. XIII, esta terra era chamada "Malada", nome que, tendo por base um documento de 1202, era de mulher. No entanto, nessa época, este termo também significava criado e criada ou certas obrigações pagas ao senhorio em algumas terras. Mais tarde, a este nome, outras significações lhe surgiram, como era o caso de regime pastoril. Malhadas é uma povoação alicerçada na agricultura e na pecuária, possui já um posto zootécnico que faz a riqueza pecuária da região. Esta aldeia possui também um esplêndido cruzeiro e uma magnífica igreja paroquial que nos faz recuar à época romântica. Existe ainda perto da aldeia um castro, conhecido por "Marmolina".

Centro de Formação Agrária de Malhadas
Um edifício construído em 1950. Gosto bastante da serenidade e dos telhados do centro de formação.

abraces algarvi'sh!!!

ps: Têxt'aqui (Wikipedia e Câmara Municipal de Miranda do Douro) e fót'sh'aqui (Câmara Municipal de Miranda do Douro, Panoramio (elcorty), Monumentos (Cruzeiro de Malhadas) e Monumentos (Centro de Formação Agrária de Malhadas)).

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Duas Igrejas na aldeia de Duas Igrejas (Dues Eigreijas)

Duas Igrejas (em mirandês Dues Eigreijas) é uma freguesia do concelho de Miranda do Douro, com 49,26 km² de área, 599 habitantes (em 2011) e uma densidade populacional de 12,2 hab/km².

Situada a ocidente da sede do Concelho, é constituída pelos lugares de Duas Igrejas, Cércio (na fotogra- fia), Vale de Mira e Quinta do Cordeiro. A principal povoação da freguesia, a qual lhe dá nome, dista 10 km da cidade de Miranda, e no dizer do Abade Baçal, “este povo estende-se pelas margens de uma linha de água, em longo vale abundantemente povoado de negrilhos, que lhe dão belo aspecto de alameda”.

É muito remoto o povoamento do território desta freguesia como atesta a sua rica e variada arqueologia. Desde muito cedo a povoação de Duas Igrejas começa a ser citada em documentos medievais; também muito antiga é a povoação de Cércio, freguesia há muito extinta, que aparece por várias vezes nas inquirições de D. Afonso III, no ano de 1258. Durante a Guerra dos sete anos a casa paroquial de Duas Igrejas foi a sede do quartel-general do Marquês de Sárria.

Seguem-se as duas igrejas de Duas Igrejas... só através de fotografias, visto não haver qualquer informação sobre as mesmas.

Igreja Paroquial de Duas Igrejas / Igreja de Santa Eufémia

Santuário da Senhora do Monte

abraces algarvi'sh!!!

ps: Têxt'aqui (Wikipedia e Câmara Municipal de Miranda do Douro) e fót'sh'aqui (Panoramio (cercio123), Monumentos (Igreja Paroquial de Duas Igrejas) e Monumentos (Santuário da Senhora do Monte)).

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Vila Chã de Braciosa (Bila Chana de Barciosa)

Vila Chã de Braciosa (em mirandês, Bila Chana de Barciosa) é uma freguesia do concelho de Miranda do Douro, com 42,82 km² de área, 327 habitantes (em 2011) e uma densidade populacional de 7,6 hab/km².

Povoada desde tempos ances- trais, como o comprova a existência de um castro na área da fregue- sia, é uma terra de tradições, detentora de uma arquitec- tura típica, caracterizada pela constru- ção granítica. Preserva o característico falar Mirandês que assim designa o nome da sua terra por “Bila Chana”.

Fonte de Aldeia é uma pequena povoação pertencente a esta freguesia, cujo povoado terá nascido do castro romano, que existiu no Monte da Trindade e do qual quase não restam vestígios.

Outrora exis- tiu, em Fonte de Aldeia, uma confraria das almas bastante rica e extensa, que até possuía o apoio do vizinho reino de Leão. Cada membro desta Confraria ofe- recia uma quantia pré-determi- nada de cereal que era deposi- tado numa tulha, e que mais tarde, devido à escassez, servia de empréstimo à Quarta (25%), às famílias que o solicitavam. Faziam-se também doze missas anuais, em sufrágio das almas dos irmãos defuntos.

Lenda Moura
Conta-se que, num certo dia, durante o mês de Janeiro, pela ribeira de Vila Chã passava um jovem cabreiro que cuidava das suas cabras, quando ouviu uma voz que dizia:
- Antonho, pega uma rosa.
- Olha! Rosas em Janeiro! – Respondeu ele.

Olhando e aproximan- do-se, viu que a voz era de uma menina que trazia na mão uma rosa. O cabreiro ficou surpreendido com a oferta que a menina lhe fez e aceitou a flor de bom grado. A menina recomendou-lhe, no entanto, que não a mostrasse a ninguém. Quando Antonho chegou a casa, colocou a rosa no fundo de uma arca velha, entre a roupa. No dia seguinte, a sua mãe, querendo remover a arca, encontrou a bela flor e ficou sem palavras. Resolveu, então, mostrar às vizinhas o que o filho tinha guardado. Ao verem a rosa, esta transformou-se, logo em carvão e Antonho nunca mais viu a menina, que se pensava que seria uma Moura.

Capela de Santa Cruz
Não quaisquer informações sobre esta capela. Só há as cinco fotografias que se seguem, onde se pode ver os belíssimos frescos que decoram o interior da capela.

















abraces algarvi'sh!!!

ps: Têxt'aqui (Wikipedia) e fót'sh'aqui (Monumentos e Panoramio (elcorty)).