terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Duas Igrejas na aldeia de Duas Igrejas (Dues Eigreijas)

Duas Igrejas (em mirandês Dues Eigreijas) é uma freguesia do concelho de Miranda do Douro, com 49,26 km² de área, 599 habitantes (em 2011) e uma densidade populacional de 12,2 hab/km².

Situada a ocidente da sede do Concelho, é constituída pelos lugares de Duas Igrejas, Cércio (na fotogra- fia), Vale de Mira e Quinta do Cordeiro. A principal povoação da freguesia, a qual lhe dá nome, dista 10 km da cidade de Miranda, e no dizer do Abade Baçal, “este povo estende-se pelas margens de uma linha de água, em longo vale abundantemente povoado de negrilhos, que lhe dão belo aspecto de alameda”.

É muito remoto o povoamento do território desta freguesia como atesta a sua rica e variada arqueologia. Desde muito cedo a povoação de Duas Igrejas começa a ser citada em documentos medievais; também muito antiga é a povoação de Cércio, freguesia há muito extinta, que aparece por várias vezes nas inquirições de D. Afonso III, no ano de 1258. Durante a Guerra dos sete anos a casa paroquial de Duas Igrejas foi a sede do quartel-general do Marquês de Sárria.

Seguem-se as duas igrejas de Duas Igrejas... só através de fotografias, visto não haver qualquer informação sobre as mesmas.

Igreja Paroquial de Duas Igrejas / Igreja de Santa Eufémia

Santuário da Senhora do Monte

abraces algarvi'sh!!!

ps: Têxt'aqui (Wikipedia e Câmara Municipal de Miranda do Douro) e fót'sh'aqui (Panoramio (cercio123), Monumentos (Igreja Paroquial de Duas Igrejas) e Monumentos (Santuário da Senhora do Monte)).

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Vila Chã de Braciosa (Bila Chana de Barciosa)

Vila Chã de Braciosa (em mirandês, Bila Chana de Barciosa) é uma freguesia do concelho de Miranda do Douro, com 42,82 km² de área, 327 habitantes (em 2011) e uma densidade populacional de 7,6 hab/km².

Povoada desde tempos ances- trais, como o comprova a existência de um castro na área da fregue- sia, é uma terra de tradições, detentora de uma arquitec- tura típica, caracterizada pela constru- ção granítica. Preserva o característico falar Mirandês que assim designa o nome da sua terra por “Bila Chana”.

Fonte de Aldeia é uma pequena povoação pertencente a esta freguesia, cujo povoado terá nascido do castro romano, que existiu no Monte da Trindade e do qual quase não restam vestígios.

Outrora exis- tiu, em Fonte de Aldeia, uma confraria das almas bastante rica e extensa, que até possuía o apoio do vizinho reino de Leão. Cada membro desta Confraria ofe- recia uma quantia pré-determi- nada de cereal que era deposi- tado numa tulha, e que mais tarde, devido à escassez, servia de empréstimo à Quarta (25%), às famílias que o solicitavam. Faziam-se também doze missas anuais, em sufrágio das almas dos irmãos defuntos.

Lenda Moura
Conta-se que, num certo dia, durante o mês de Janeiro, pela ribeira de Vila Chã passava um jovem cabreiro que cuidava das suas cabras, quando ouviu uma voz que dizia:
- Antonho, pega uma rosa.
- Olha! Rosas em Janeiro! – Respondeu ele.

Olhando e aproximan- do-se, viu que a voz era de uma menina que trazia na mão uma rosa. O cabreiro ficou surpreendido com a oferta que a menina lhe fez e aceitou a flor de bom grado. A menina recomendou-lhe, no entanto, que não a mostrasse a ninguém. Quando Antonho chegou a casa, colocou a rosa no fundo de uma arca velha, entre a roupa. No dia seguinte, a sua mãe, querendo remover a arca, encontrou a bela flor e ficou sem palavras. Resolveu, então, mostrar às vizinhas o que o filho tinha guardado. Ao verem a rosa, esta transformou-se, logo em carvão e Antonho nunca mais viu a menina, que se pensava que seria uma Moura.

Capela de Santa Cruz
Não quaisquer informações sobre esta capela. Só há as cinco fotografias que se seguem, onde se pode ver os belíssimos frescos que decoram o interior da capela.

















abraces algarvi'sh!!!

ps: Têxt'aqui (Wikipedia) e fót'sh'aqui (Monumentos e Panoramio (elcorty)).

domingo, 27 de janeiro de 2013

Bola Doce Mirandesa

Após estas andanças monte acima, montem abaixo, descansemos ao Domingo e provemos um doce que se afigura mui saboroso, de seu nome... Bola doce mirandesa!

Ingredientes
- 4 ovos;
- 125 g de manteiga;
- 1,250 Kg de farinha de trigo;
- 100 g de fermento de padeiro;
- 700 g de açúcar;
- 1 dl de azeite;
- 0,5 l de água;
- canela.

Preparação
Põe-se a farinha num alguidar, faz-se um buraco ao meio, deita-se a água morna com o fermento desfeito uma pitada de sal, vai-se amassando e junta-se a manteiga derretida com o azeite e os ovos batidos mornos (que se aqueceram em banho-maria). Depois bate-se a massa como se fosse massa de pão, deixando-a um bocadinho para o mole, e deixa-se levedar, coberta com um pano.

Põe-se às camadas um tabuleiro untado com manteiga. As camadas são esticadas com a mão, e não com o rolo da massa, para não ficarem calcadas. A primeira deve ficar um pouco mais grossa, e não rota (para o açúcar não sair), e com as bordas para cima do tabuleiro. Espalha-se o açúcar e a canela muito bem, sucessivamente, até a última camada; são em média cinco (a última camada só leva açúcar). Viram-se as bordas da massa para dentro do tabuleiro, unindo à última e formando um rolo.

No final, pica-se com um palito, sem chegar ao fundo. Leva-se a forno bem quente, durante cerca de uma hora. Depois de cozida, desenforma-se ficando a parte do açúcar virada para cima.

Bom aptit!!

abraces algarvi'sh!!!

ps: Têxt'aqui (Associação Portuguesa de Hotelaria, Restauração e Turismo) e fót'sh'aqui (É uma iguaria portuguesa, com certeza!).

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Barragem de Picote

A Barragem de Picote é uma barragem portuguesa que faz parte do (Aproveita- mento Hidro- eléctrico de Picote), locali- zado perto da freguesia de Picote, conce- lho de Miranda do Douro. Este aproveitamen- to português, implantado num vale profundamente encaixado entre margens muito abruptas, foi o primeiro a entrar em serviço no rio Douro, em 1958, remontando o início da sua construção a 1954.

O Aproveita- mento de Pico- te compreende uma Barragem, sobre a qual se dispõe o Des- carregador de Cheias, Central subterrânea, Edifícios de Comando e de Descarga e Subestação, implantados na margem direita do Rio Douro. A Barragem de Picote é do tipo Abóbada de Dupla Curvatura, com 92,3 m de corda no coroamento entre encontros, e uma altura máxima acima das fundações de 100 m.

A Central de Picote é subterrânea, tem 88 m de comprimento, 16,6 m de largura e 35 m de altura de escavação. Está equipada com 3 grupos Geradores. Cada grupo utiliza Tomadas de Água e Condutas Forçadas próprias. Os 3 Tubos de Aspiração convergem, mediante convenientes concordâncias, numa Galeria de Fuga única com 15 m de altura e 12 m de largura, que restitui as águas turbinadas sob o trampolim do Descarregador de Cheias.


abraces algarvi'sh!!!

ps: Têxt'aqui (Wikipedia) e fót'sh'aqui (Panoramio (rmelgar), Comissão Nacional Portuguesa das Grandes Barragens, Panoramio (joubsara), Panoramio (Luis Rodrigues), Panoramio (Sérgio Daniel), Panoramio (Harbert), Freguesia de Picote - Miranda do Douro, Panoramio (anseli) e Panoramio (elcorty)).

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Picote (Picuote) e o Conjunto habitacional da Central Hidroeléctrica do Picote

Picote (em mirandês Picuote) é uma freguesia do concelho de Miranda do Douro, com 19,95 km² de área, 301 habitantes (em 2011) e uma densidade populacional de 15,1 hab/km².

O território da freguesia de Picote terá sido povoado desde épocas remotas, como testemunham os vestígios arqueológicos que abundam na região. Um povoado fortificado, proveniente da Idade do Ferro, tem marcas de uma vila que, pela sua estrutura e materiais, parece ser romana.

A aldeia de Picote tem uma particularidade, fala-se mirandês e as ruas da aldeia têm dupla afixação em mirandês e português, o que se tornou motivo de curiosidade em Portugal.

Em termos arquitectónicos, tem um tesouro escondido e ao abandono (parece que está a ser revitalizado). Falo do...

Conjunto habitacional da Central Hidroeléctrica do Picote
Aldeia construída como "aldeia ideal", de características modernas, com casas de habitação e vários serviços, como escola, posto médico, cinema, teatro, peixaria, talho, mercado, barbearia, estação de correios, pousada, as "casas dos engenheiros", piscinas e parque desportivo, tendo-se estudado os materiais e espécies arbóreas compatíveis com o clima e planeado os percursos. As casas foram as primeiras do Nordeste Transmontano a terem água canalizada e tratada.

Cronologia
- década de 1950 - procurando impulsionar a electrificação do país, construiu-se a "Central do Douro", que incluía as barragens de Miranda do Douro, Bemposta e Picote, com projecto doa arquitectos Manuel Nunes de Almeida, Rogério Ramos e João Archer de Carvalho, respectivamente, a convite da Hidro-eléctrica do Douro SARL;
- década de 1990 - transferência do controle das barragens do Douro para Bagaúste, Peso da Régua, e do Centro de Controle, iniciando-se um processo de progressivo abandono da aldeia;
- década de 2000 - compra de três habitações da aldeia pela Câmara Municipal de Miranda do Douro e instalação de Centro de Acolhimento Juvenil em duas delas;
- 2002 - início do projecto de reabilitação da aldeia do Picote, da autoria da Fragua, Associação para o Desenvolvimento Integrado de Picote, visando a recuperação das habitações tradicionais mirandesas, recuperação da via fluvial e criação de um museu;
- 2008, Junho - data prevista para a conclusão do projecto de requalificação da aldeia, com vista à integração da rede nacional de eco-turismo, pela Junta de Freguesia, pela Fraga - Associação para o Desenvolvimento Integrado do Picote, pela Câmara Municipal de Miranda do Douro, pela CORANE - Associação de Desenvolvimento da Raia Nordestina, pelo Ministério da Agricultura através do programa Agris e pela EDP, orçado num milhão de euros.
A padaria da aldeia
A igreja e o seu interior...
A pousada...
As habitações isoladas, para os engenheiros e suas famílias...



abraces algarvi'sh!!!

ps: Têxt'aqui (Wikipedia, Câmara Municipal de Miranda do Douro e Monumentos) e fót'sh'aqui (Panoramio (Harbert), Skyscraper City - O Modernismo Escondido - Aldeia do Barrocal do Douro, Panoramio (Luis Morgado), Panoramio (Luis Rodrigues) e Panoramio (Rui J P Oliveira )).