sábado, 19 de janeiro de 2013

Sendim (Sendin)

Sendim (em mirandês Sendin) é uma vila e freguesia do concelho de Miranda do Douro, com 38,31 km² de área, 1366 habitantes (em 2011) e uma densidade populacional de 35,7 h/km².

A freguesia de Sendim está inserida na zona do Parque Natural do Douro Internacional, uma zona rica em fauna e flora. É uma vila situada a poucos quilómetros do rio Douro e que como tal se identifica com as arribas, sendo mesmo denominada a "Capital das Arribas". As rochas que constituem as margens do Rio, proporcionam vistas magníficas.

Os estudos toponímicos mais recentes estabelecem duas etimologias prováveis para o topónimo Sendim: uma tem origem antroponímica do nome próprio medieval “Sendinus” e a outra tem origem na palavra goda “sinth-s” que significa caminho. Neste caso Sendim assume o seu topónimo enquanto localidade que nasceu junto ao caminho que bifurcava da estrada romana ou “Carril Mourisco” e o ligava ao Sul e Espanha. No termo de Sendim foi feito o achado arqueológico mais antigo do Planalto (Paleolítico Superior - antes do Xº milénio a.C.), tratando-se de algumas peças líticas talhadas em sílex, encontradas a norte da Capela de San Paulo. Estão também documentados vários povoa- dos castrejos (Uolgas, Santos, Fragosa, Picon de ls Arteiros e San Paulo) e os povoados romanizados de Trambas Carreiras e San Paulo. A 1ª referência escrita de Sendim é de 1258 nas Inquirições de D. Afonso III. Nova referência em 1291, em acordo feito entre D. Dinis e D. Fernão Peres, a propósito da comenda de Algoso em que o rei pedira à Ordem de Malta aldeias da ordem, entre as quais Sindym.
A actividade predominante em Sendim é a agricultura. Sendim possui Cooperativa Agrícola Ribadouro onde é produzido vinho Pauliteiros, Lhengua e o Medalhado Vinho Ribeira do Corso.

abraces algarvi'sh!!!

ps: Têxt'aqui (Wikipedia e Câmara Municipal de Miranda do Douro) e fót'sh'aqui (Panoramio (jalmendra), Panoramio (Rogério Santos), Panoramio (joãomedina), Panoramio (Alfonso Somoza de La...) e Panoramio (Marisafreitas)).

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Atenor (Atanor) e Igreja Paroquial de Teixeira

Atenor (em mirandês Atanor) é uma freguesia, predominante- mente agrícola, do concelho de Miranda do Douro, com 23,11 km² de área, 121 habitantes (em 2011) e uma densidade po- pulacional de 5,2 hab/km².

O seu topónimo tem uma origem desconhecida, sabendo-se apenas que é muito antigo, como comprovam documentos medievais e as inquirições de D. Afonso III, pois é referido neles.

O povoamento da freguesia iniciou-se na idade do Cobre tal como atestam os vestígios arqueológicos encontrados, tendo sido habitada também nos períodos Pré-romano, Romano e Medieval, até à época contemporânea.

Igreja Paroquial de Teixeira
Arquitectura religiosa, quinhentista e barroca. Igreja paroquial de planta longitudinal, composta e nave única, com fachada principal em empena truncada por dupla sineira e portal em arco apontado de duas arquivoltas, ostentando no interior um painel de frescos quinhentistas de sabor popular, retábulo colateral de talha dourada barroca, de estilo nacional, e retábulo-mor de talha branca e policroma de carácter popular.

abraces algarvi'sh!!!

ps: Têxt'aqui (Wikipedia, Câmara Municipal de Miranda do Douro e Monumentos) e fót'sh'aqui (Panoramio (mdm-atenor) e Monumentos).

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Casa da Câmara de Miranda do Douro / Museu da Terra de Miranda

O Museu da Terra de Miranda foi fundado em 1982 pelo Padre António Maria Mourinho. Está situado no centro histórico da cidade de Miranda do Douro, na Praça D. João III, na antiga Domus Municipalis, edifício monumental do século XVII, que serviu de câmara e de cadeia municipal até aos anos 70 do séc. XX.

No seu interior está exposto um acervo museológico que nos transmite o que foi e é, a vida rústica e a cultura do povo da Terra de Miranda.

O museu está dividido em 11 salas e recolhe uma amostra da vida deste povo, mas toda a região é um museu vivo, de características únicas e cultura própria, bem expressa na língua da nossa gente, nas danças, música, teatro, religiosidade, gastronomia, formas de economia e maneira de ser deste povo acolhedor que vive do campo e da pecuária.
Em 1955...
Em 1988...
Em 1954...

abraces algarvi'sh!!!

ps: Têxt'aqui (Câmara Municipal de Miranda do Douro) e fót'sh'aqui (Skyscraper City - Por Terras de Miranda - página 1, Monumentos e You Soi Mirandés).

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Convento dos Frades Trinos / Biblioteca Municipal de Miranda do Douro

Arquitectura religiosa, barroca e contemporânea. Igreja trina, de planta longitudinal com nave de dois tramos com contrafortes exteriores, transepto saliente e capela-mor. Fachada principal rasgada por portal em arco abatido, enquadrado por colunas coríntias, sobrepujadas por entablamento, encimada por janela e dois nichos; remata em espaldar recortado e cornija, sobre entablamento. Fachadas laterais rasgadas por janelas de perfis diferentes, rectilíneo e em arco abatido, e por vãos de volta perfeita, a do lado esquerdo com sineira de duas ventanas de volta perfeita, com remate em empena curva com cornija. Interior com coberturas em abóbada de berço e aresta, com dois tramos definidos por pilastras toscanas e arco toral, Arco triunfal de volta perfeita e púlpito rectangular no lado do Evangelho.

Enquadramento urbano, isolado, com integração harmónica no interior do Castelo de Miranda do Douro, implantado na extremidade S. da cidadela, próximo de uma das suas entradas, defronte de rua calcetada com calçada à portuguesa e guia central em cantaria, sendo enquadrado pela Casa dos Magistrados, à esquerda, e pelo Quartel da GNR, à direita.

Cronologia
- 1718 - autorização de D. João V para se fundar o Convento da Ordem da Santíssima Trindade;
- 1718 / 1719 - início da construção, em casas doadas por Francisco Xavier Oldas Sarmento;
- 1728 - concessão, pelo bispo de Miranda do Douro, D. João de Sousa Carvalho, de um retábulo guardado na Sé de Miranda para ser colocado na igreja;
- 1744 - morte do fundador, sepultado na igreja;
- 1758 - reformulação e ampliação da igreja, por donativo do cónego Manuel Gonçalves Gamboa;
- 1834 - extinção da Ordem da Santíssima Trindade;
- 1998 - remodelação do edifício, transformando-o em Biblioteca Municipal, segundo projecto dos arquitectos Carlos Guimarães e Luís Soares Carneiro.

Características Particulares
Igreja de um convento barroco, remodelada e adaptada a Biblioteca Municipal, mantendo parte da estrutura primitiva, permitindo uma correcta leitura da organização espacial. A fachada principal, mais cuidada, apresenta portal com colunas sobre plintos decorados, pedra de fecho também decorada e, sobre entablamento, duas urnas; sobre o remate, o escudo da Ordem, flanqueado por nichos concheados com avental e grande cornija. Mantém vestígios de ter tido construções adossadas. As fachadas laterais ostentam, em cada pano, vestígios de vãos em arco de volta perfeita, actualmente entaipados e que ligavam à igreja às dependências conventuais. O projecto manteve, isolada, formando um pátio, a fachada posterior da capela-mor, onde é visível o arco que recebia o retábulo-mor. O coro-alto era, considerando os arranques, muito amplo, ocupando todo o primeiro tramo e assentava em arco abatidos, sendo também visíveis os nichos que recebiam os altares laterais, surgindo, num deles, tampa sepulcral do fundador, epigrafada. Portal axial com perfil diferente no interior, em arco abatido. Mantém púlpito assente em consola muito decorada e bacia com frisos lavrados.
Capela-mor: fachada lateral direita.
Interior da antiga nave.
Cobertura da antiga igreja.
Vista da divisão da nave em dois pisos.

abraces algarvi'sh!!!

ps: Têxt'e fót'sh'aqui (Monumentos).

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Cabanal do Castelo

Enquadramen- to urbano, integração harmónica no interior da cidadela de Miranda do Douro, próximo da sua entrada principal e junto à alcáçova, em largo pavimentado com calçada à portuguesa, entre guias de xisto, e pontuado por árvores, defronte do Jardim de Infância, no local onde se realizava a feira de Miranda do Douro.

Arquitectura agrícola, vernacular, século XIX (provavelmen- te). Cabanal de planta rectangular, simples, com fachada principal, virada a Oeste, ritmada por catorze pilares quadrangula- res monolíticos, assentes em pano pétreo, com capeamento em cantaria, tendo os inter-espaços actualmente envidraçadas. A cobertura assenta sobre travejamento de madeira, cujas linhas de asnas terminam em forma de cachorro racial.

Interior organizado em salas de trabalho, sala de reuniões, casa de banho e arrecadação, com paramentos rebocados e caiados e em alvenaria irregular de granito, com as juntas tomadas, apresentando, embutido ao longo do paramento de fundo duas mísulas pétreas sobrepostas, para sustentação de prateleiras; pavimento em mosaico cerâmico e tecto de madeira. O espaço ainda conserva uma primitiva divisória interna em alvenaria rebocada e caiada, rasgada por porta de vão rectangular. A casa de banho e a arrecadação com paramentos rebocados e caiados, posuem portas, de correr, rectangulares, em madeira.

Características Particulares
Constitui um elemento característico de arquitectura vernacular da Terra de Miranda, dos quais só restam o presente exemplar e o de Caçarelhos (no concelho vizinho do Vimioso), correspondendo a instalações de apoio às feiras, nas quais se instalavam alguns comerciantes, ocupando, cada um, o espaço entre dois pilares, servindo o parapeito da frontaria de balcão e sendo expostos os produtos nas prateleiras do interior. Este possui ainda a particularidade de ter um pilar datado, correspondente à sua provável remodelação.

abraces algarvi'sh!!!

ps: Têxt'e fót'sh'aqui (Monumentos).