quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Casa da Câmara de Miranda do Douro / Museu da Terra de Miranda

O Museu da Terra de Miranda foi fundado em 1982 pelo Padre António Maria Mourinho. Está situado no centro histórico da cidade de Miranda do Douro, na Praça D. João III, na antiga Domus Municipalis, edifício monumental do século XVII, que serviu de câmara e de cadeia municipal até aos anos 70 do séc. XX.

No seu interior está exposto um acervo museológico que nos transmite o que foi e é, a vida rústica e a cultura do povo da Terra de Miranda.

O museu está dividido em 11 salas e recolhe uma amostra da vida deste povo, mas toda a região é um museu vivo, de características únicas e cultura própria, bem expressa na língua da nossa gente, nas danças, música, teatro, religiosidade, gastronomia, formas de economia e maneira de ser deste povo acolhedor que vive do campo e da pecuária.
Em 1955...
Em 1988...
Em 1954...

abraces algarvi'sh!!!

ps: Têxt'aqui (Câmara Municipal de Miranda do Douro) e fót'sh'aqui (Skyscraper City - Por Terras de Miranda - página 1, Monumentos e You Soi Mirandés).

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Convento dos Frades Trinos / Biblioteca Municipal de Miranda do Douro

Arquitectura religiosa, barroca e contemporânea. Igreja trina, de planta longitudinal com nave de dois tramos com contrafortes exteriores, transepto saliente e capela-mor. Fachada principal rasgada por portal em arco abatido, enquadrado por colunas coríntias, sobrepujadas por entablamento, encimada por janela e dois nichos; remata em espaldar recortado e cornija, sobre entablamento. Fachadas laterais rasgadas por janelas de perfis diferentes, rectilíneo e em arco abatido, e por vãos de volta perfeita, a do lado esquerdo com sineira de duas ventanas de volta perfeita, com remate em empena curva com cornija. Interior com coberturas em abóbada de berço e aresta, com dois tramos definidos por pilastras toscanas e arco toral, Arco triunfal de volta perfeita e púlpito rectangular no lado do Evangelho.

Enquadramento urbano, isolado, com integração harmónica no interior do Castelo de Miranda do Douro, implantado na extremidade S. da cidadela, próximo de uma das suas entradas, defronte de rua calcetada com calçada à portuguesa e guia central em cantaria, sendo enquadrado pela Casa dos Magistrados, à esquerda, e pelo Quartel da GNR, à direita.

Cronologia
- 1718 - autorização de D. João V para se fundar o Convento da Ordem da Santíssima Trindade;
- 1718 / 1719 - início da construção, em casas doadas por Francisco Xavier Oldas Sarmento;
- 1728 - concessão, pelo bispo de Miranda do Douro, D. João de Sousa Carvalho, de um retábulo guardado na Sé de Miranda para ser colocado na igreja;
- 1744 - morte do fundador, sepultado na igreja;
- 1758 - reformulação e ampliação da igreja, por donativo do cónego Manuel Gonçalves Gamboa;
- 1834 - extinção da Ordem da Santíssima Trindade;
- 1998 - remodelação do edifício, transformando-o em Biblioteca Municipal, segundo projecto dos arquitectos Carlos Guimarães e Luís Soares Carneiro.

Características Particulares
Igreja de um convento barroco, remodelada e adaptada a Biblioteca Municipal, mantendo parte da estrutura primitiva, permitindo uma correcta leitura da organização espacial. A fachada principal, mais cuidada, apresenta portal com colunas sobre plintos decorados, pedra de fecho também decorada e, sobre entablamento, duas urnas; sobre o remate, o escudo da Ordem, flanqueado por nichos concheados com avental e grande cornija. Mantém vestígios de ter tido construções adossadas. As fachadas laterais ostentam, em cada pano, vestígios de vãos em arco de volta perfeita, actualmente entaipados e que ligavam à igreja às dependências conventuais. O projecto manteve, isolada, formando um pátio, a fachada posterior da capela-mor, onde é visível o arco que recebia o retábulo-mor. O coro-alto era, considerando os arranques, muito amplo, ocupando todo o primeiro tramo e assentava em arco abatidos, sendo também visíveis os nichos que recebiam os altares laterais, surgindo, num deles, tampa sepulcral do fundador, epigrafada. Portal axial com perfil diferente no interior, em arco abatido. Mantém púlpito assente em consola muito decorada e bacia com frisos lavrados.
Capela-mor: fachada lateral direita.
Interior da antiga nave.
Cobertura da antiga igreja.
Vista da divisão da nave em dois pisos.

abraces algarvi'sh!!!

ps: Têxt'e fót'sh'aqui (Monumentos).

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Cabanal do Castelo

Enquadramen- to urbano, integração harmónica no interior da cidadela de Miranda do Douro, próximo da sua entrada principal e junto à alcáçova, em largo pavimentado com calçada à portuguesa, entre guias de xisto, e pontuado por árvores, defronte do Jardim de Infância, no local onde se realizava a feira de Miranda do Douro.

Arquitectura agrícola, vernacular, século XIX (provavelmen- te). Cabanal de planta rectangular, simples, com fachada principal, virada a Oeste, ritmada por catorze pilares quadrangula- res monolíticos, assentes em pano pétreo, com capeamento em cantaria, tendo os inter-espaços actualmente envidraçadas. A cobertura assenta sobre travejamento de madeira, cujas linhas de asnas terminam em forma de cachorro racial.

Interior organizado em salas de trabalho, sala de reuniões, casa de banho e arrecadação, com paramentos rebocados e caiados e em alvenaria irregular de granito, com as juntas tomadas, apresentando, embutido ao longo do paramento de fundo duas mísulas pétreas sobrepostas, para sustentação de prateleiras; pavimento em mosaico cerâmico e tecto de madeira. O espaço ainda conserva uma primitiva divisória interna em alvenaria rebocada e caiada, rasgada por porta de vão rectangular. A casa de banho e a arrecadação com paramentos rebocados e caiados, posuem portas, de correr, rectangulares, em madeira.

Características Particulares
Constitui um elemento característico de arquitectura vernacular da Terra de Miranda, dos quais só restam o presente exemplar e o de Caçarelhos (no concelho vizinho do Vimioso), correspondendo a instalações de apoio às feiras, nas quais se instalavam alguns comerciantes, ocupando, cada um, o espaço entre dois pilares, servindo o parapeito da frontaria de balcão e sendo expostos os produtos nas prateleiras do interior. Este possui ainda a particularidade de ter um pilar datado, correspondente à sua provável remodelação.

abraces algarvi'sh!!!

ps: Têxt'e fót'sh'aqui (Monumentos).

domingo, 13 de janeiro de 2013

Posta Mirandesa

Domingo, ainda a tempo do almoço, façamos uma pausa para degustar um dos pratos mais famosos do Norte de Portugal: a fantástica Posta Mirandesa!
Nunca comi. Este será, provavelmente, um dos pratos que mais vontade tenho em provar! :-)))

Ingredientes
- 1,2 kg de carne de vitela mirandesa;
- sal grosso, de preferência integral (sem substâncias químicas).

Preparação
O lume das brasas deve estar forte no inicio. As brasas incandescentes devem estar distribuídas de forma regular no fogareiro ou lareira de forma a proporcionarem uma distribuição uniforme do calor. A grelha deve ser colocada a uma altura de cerca de 10 cm das brasas.

A carne deve ser cortada em postas com uma espessura de 3 a 4 cm (cerca de 300 g por posta).

Coloque a carne na grelha sem tempero nenhum. Após esta operação, e caso o deseje, tempere com sal grosso.

Volte a carne, sem espetar, quando aparecerem pequenas pérolas de sangue na superfície superior. O tempo que a posta está na brasa depende do seu gosto pessoal, consoante prefira a carne bem ou mal passada.

Para conservar a suculência da carne, esta não pode ser picada. Ao voltar a posta, o lume deve estar forte, para que se crie uma crosta que impeça a saída dos sucos. Contudo, esta crosta não deve ser espessa, porque senão o calor penetra na carne de forma deficiente e a posta acaba por ficar queimada por fora e mal grelhada por dentro.

Acompanhamento: batata cozida com casca e salada.

Recomendação
A lenha utilizada não deve ser de madeiras resinosas (ex: pinheiro). Para produzir as brasas aconselha-se a lenha proveniente de fruteiras (ex: videira) e a generalidade das folhosas (ex: carvalho). Como alternativa, utilize carvão vegetal.

Nunca utilize uma grelha que tenha servido anteriormente para grelhar peixe sem que esteja muito bem lavada e queimada pelo calor do grelhador, para evitar a alteração do gosto e aroma da carne.

Não deve usar produtos químicos inflamáveis para acender a lenha ou o carvão. A razão deste procedimento reside no facto de esses produtos libertarem substâncias que vão alterar negativamente o gosto, o aroma e a qualidade da carne, além de serem prejudiciais à saúde.

Na impossibilidade de utilizar um fogareiro ou lareira, a posta pode ser confeccionada num grelhador eléctrico a temperatura elevada.

Bom aptit!!!

Um vídeo com a preparação da Posta Mirandesa:


abraces algarvi'sh!!!

ps: Têxt'e fót'sh'aqui (Mirandesa - A raça e a carne).

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Igreja da Misericórdia de Miranda do Douro

Enquadramento urbano, no núcleo central do Castelo de Miranda do Douro, flanqueado, num largo lajeado, ladeando o Hospital Velho da Santa Casa da Misericórdia e as novas instalações do Lar desta instituição, com linhas arquitectónicas contemporâneas contrastando com o ambiente geral do restante enquadramento.

Arquitectura religiosa (século XVI), maneirista. Igreja maneirista de planta longitudinal, composta e nave única, com fachada principal em empena truncada por sineira ladeada por pináculos e moldura com volutas, sendo rasgada por portal maneirista, ostentando altares de talha dourada e policroma, barrocos e neoclássico.

Características particulares
Fachada principal rematada por moldura, com portal maneirista, enquadrado por colunas suportando arquitrave decorada, e 2 janelas já de recorte barroco. No interior, as cantarias dos arcos e pilastras das capelas, arco triunfal e cornijas apresentam-se sempre molduradas. Retábulo-mor barroco, de estilo nacional, ricamente lavrado ostentando interessante imagem do Santo Cristo da Misericórdia, revelando um excelente trabalho de talha e simultaneamente invulgar remate superior com integração de telas pintadas; belíssimo retábulo em talha dourada e policroma de invocação de Nossa Senhora da Misericórdia, barroco, de estilo nacional, mas ostentando, ainda, elementos maneiristas, mormente as figurações presentes no painel, expressando um gosto do maneirismo popular; capela de Nossa Senhora da Boa Morte com retábulo em talha policroma, neoclássico, de grande riqueza decorativa e inscrição no intradorso do arco; retábulo das Almas em talha dourada, barroco, com interessante composição das almas sendo resgatadas do fogo do inferno e da boca do Demónio, retratado como monstro negro; ostenta ainda inscrição no arco da capela; balcão na Casa do Despacho com balaustrada em madeira e em talha dourada.

Igreja da Misericórdia, em 1965

abraces algarvi'sh!!!

ps: Têxt'aqui (Monumentos) e fót'sh'aqui (Skyscraper City - Por Terras de Miranda - página 1 e Monumentos).