sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Igreja da Misericórdia de Miranda do Douro

Enquadramento urbano, no núcleo central do Castelo de Miranda do Douro, flanqueado, num largo lajeado, ladeando o Hospital Velho da Santa Casa da Misericórdia e as novas instalações do Lar desta instituição, com linhas arquitectónicas contemporâneas contrastando com o ambiente geral do restante enquadramento.

Arquitectura religiosa (século XVI), maneirista. Igreja maneirista de planta longitudinal, composta e nave única, com fachada principal em empena truncada por sineira ladeada por pináculos e moldura com volutas, sendo rasgada por portal maneirista, ostentando altares de talha dourada e policroma, barrocos e neoclássico.

Características particulares
Fachada principal rematada por moldura, com portal maneirista, enquadrado por colunas suportando arquitrave decorada, e 2 janelas já de recorte barroco. No interior, as cantarias dos arcos e pilastras das capelas, arco triunfal e cornijas apresentam-se sempre molduradas. Retábulo-mor barroco, de estilo nacional, ricamente lavrado ostentando interessante imagem do Santo Cristo da Misericórdia, revelando um excelente trabalho de talha e simultaneamente invulgar remate superior com integração de telas pintadas; belíssimo retábulo em talha dourada e policroma de invocação de Nossa Senhora da Misericórdia, barroco, de estilo nacional, mas ostentando, ainda, elementos maneiristas, mormente as figurações presentes no painel, expressando um gosto do maneirismo popular; capela de Nossa Senhora da Boa Morte com retábulo em talha policroma, neoclássico, de grande riqueza decorativa e inscrição no intradorso do arco; retábulo das Almas em talha dourada, barroco, com interessante composição das almas sendo resgatadas do fogo do inferno e da boca do Demónio, retratado como monstro negro; ostenta ainda inscrição no arco da capela; balcão na Casa do Despacho com balaustrada em madeira e em talha dourada.

Igreja da Misericórdia, em 1965

abraces algarvi'sh!!!

ps: Têxt'aqui (Monumentos) e fót'sh'aqui (Skyscraper City - Por Terras de Miranda - página 1 e Monumentos).

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

My Sassy Girl (2001)

Uma rapariga petulante (petulante é pouco... mais pelo na venta e seria uma égua!:-D ) tem uma relação para lá de conturbada e mandona com um rapaz submisso (uma espécie de "vaginas" - com licença pela expressão).

Eu gosto muuuuito de "Nothing Hill", mas este filme consegue-se superá-lo por um bom bocado. É divertidíssimo e dramático como tudo, algo contraditório, à partida, para o mesmo filme, mas que funciona muito bem.
Uma nota, quanto ao final: nem sempre os filmes coreanos têm um final feliz...

Filme muuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuito recomendável! :-)))

Uma nota, inspirada nos comentários ao filme: este filme demonstra que não é necessário colocar cenas de sexo e nudez para fazer um filme romântico (à atenção de Hollywood).

Filme altamente recomendável!



abraces algarvi'sh!!!

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Paço Episcopal de Miranda do Douro

"Só restam as ruínas, que perduram ainda no claustro de arcos abatidos jesuítas, admiram-se as colunas monolíticas, as únicas que resistiram a um incêndio no princípio do século XVIII."

A frase anterior é retirada do site da Câmara Municipal de Miranda do Douro. No entanto, a história que as fotografias antigas (mais de meio século) contam é um pouco diferente. Nas primeiras, vemos as ruínas do Paço Episcopal, em 1949, e nota-se que estas abrangem o claustro e boa parte do corpo do Paço. Posteriormente, vemos fotografias da desmontagem do Paço (alguns anos depois), do qual resta apenas a arcada do piso térreo do claustro.
Por fim, vemos as imagens dos alçados de um projecto de adaptação do Paço Episcopal a Hospital e Tribunal de Escala, que nunca chegou a ser concretizado, e como se encontra no dias de hoje.

Alçados do que aparenta ser um projecto de adaptação do Paço Episcopal a Hospital e Tribunal de Escala, que, no entanto, nunca chegou a ser concretizado.
As ruínas do Paço Episcopal, actualmente...
E, para terminar, uma fotografia de 1969, que eu adooooooooooooooooooorei! :-)))


abraces algarvi'sh!!!

ps: Têxt'aqui (Câmara Municipal de Miranda do Douro) e fót'sh'aqui (Monumentos e Skyscraper City - Por Terras de Miranda - Página 4).

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Castelo de Miranda do Douro

O Castelo de Miranda do Douro, castelo de fronteira ligado aos vizinhos de Algoso, Penas Róias e Mogadouro, assim como ao, mais distante, de Bragança, constituíam, no conjunto, o chamado núcleo duro do Nordeste transmontano. Actualmente, inscreve-se na Área Turístico Promocional das Montanhas.

Antecedentes
O povoado que originou a actual Miranda do Douro provavelmente já existia quando da Invasão romana da Península Ibérica. Acredita-se que tenha sido ocupado, su- cessivamente, por Suevos, Visigodos até à conquista pelos Muçulmanos, no final do século VIII ou início do IX.

O castelo medieval
À época da Reconquista Cristã da Península Ibérica, as tropas do rei Afonso I das Astúrias alcançaram, em 857, o curso do rio Douro e a linha Salamanca-Segóvia.

No ano de 1093, os limites orientais da Galiza incluíam o troço mirandino do rio Douro, o mesmo sucedendo quando dela se desmembrou o condado portucalense, sucessivamente governada pelo conde D. Henrique, pela sua viúva, a condessa D. Teresa, e pelo filho de ambos, D. Afonso Henriques.

Nesse período, a povoação já era defendida por um castelo, arruinado pelas lutas da Reconquista. Desse modo, foi objecto da atenção do primeiro soberano português quando este, entre as campanhas da Galiza, interrompidas em 1135 e recomeçadas em 1137, aproveitou esse breve período de paz para restaurar castelos, mosteiros e igrejas em lugares estratégicos como Miranda do Douro. Visando incrementar os seus povoamento e defesa, a povoação recebeu aforamento em 1136, vindo a se constituir em local de couto. A povoação foi crescendo em torno do castelo, vindo a receber cerca ou ainda no final do reinado deste soberano, ou no de seu sucessor, D. Sancho I (1185-1211). Nas lutas travadas por D. Sancho I e pelo seu filho e sucessor, D. Afonso II (1211-1223), com Afonso IX de Leão, aquele no último ano do século XII e este nos fins do primeiro quartel do século XIII, as terras de Miranda foram assoladas pelos leoneses, que só devolveram o castelo em 1213. O foral da vila veio a ser confirmado em Coimbra, em 1217.

Sob o reinado de D. Dinis (1279-1325), a povoação teve o seu foral confirmado, com o privilégio de nunca sair da Coroa (Santarém, 18 de Dezembro de 1286), sendo as defesas da vila e seu castelo reedificadas (1294), período em que este monarca invadiu vitoriosamente Castela
Ruínas da Torre de Menagem
Velha por Cidade Rodrigo, avançando até Salamanca e Medina del Campo, obtendo a retificação da fronteira pelo Tratado de Alcanices (1297). A partir de então, as defesas de Miranda, melhoradas, assumiram o aspecto de grandeza e solidez construtiva que a muralha da cidade, com suas portas torreadas, e o castelo, através das suas ruínas, testemunham.

Entre as campanhas de melhoramentos destaca-se a de D. João I (1385-1433), que desde a sua aclamação como regente teve a seu lado os representantes dos Távoras, proeminente família em Miranda do Douro e de cujo castelo ele fez alcaide-mor, quando já Rei, em 1385, a Pedro Lourenço de Távora. Por se alinhar ao partido de D. João I e por escassez de moradores, a vila foi ocupada em diversas ocasiões, durante o desenrolar da campanha militar que se seguiu, em poder de forças castelhanas. Desse modo, visando incrementar o seu povoamento, aí instituiu o monarca o privilégio do couto para sessenta homiziados (1402).

Ruínas da Porta da barbacã
Sob o reinado de D. Manuel I (1495-1521), as suas defesas encontram-se figuradas por Duarte de Armas (Livro das Fortalezas, c. 1509), época em que recebeu o Foral Novo, passado em Santarém a 1 de Junho de 1510.

A paz com os Castelhanos trouxe grande prosperidade à vila, que se tornou um dos mais importantes centros de comércio entre os dois países. Miranda do Douro tornou-se diocese e foi elevada à categoria de cidade (Carta Régia de 10 de Julho de 1545). Durante este primeiro período episcopal, de meados do século XVI a meados do século XVIII gozou o seu maior esplendor, como capital de Trás-os-Montes, único bispado da província e importante centro militar. Os aconteci- mentos militares posteriores vieram a causar a sua decadência, que se acentuou com a perda definitiva da sua categoria episcopal.

Da Guerra da Restauração aos nossos dias
No contexto da Guerra da Restauração da independência portuguesa, vítima dos assaltos espanhóis entre 1640 e 1646, a cidade foi bastante prejudicada, vindo a viver a paralisação da agricultura e do comércio, as suas principais fontes de renda.
Muralha perto do antigo convento
A partir de 1644, o Conselho de Guerra de João IV de Portugal (1640-1656) determinou a moderniza- ção e reforço das suas defesas, quando ganhou linhas abaluartadas, adaptadas aos tiros da artilharia da época. Eram alcaides-mores do castelo à época, os Távoras, que muito contribuíram para a defesa transmontana, dignidade que mantiveram até às execuções de Belém. Entre os episódios bélicos do período destaca-se o cerco imposto pelas tropas espanholas à cidade, em 1646, do qual só seria libertada pela acção do Governador da Província.

Mais tarde, no contexto da Guerra da Sucessão Espanhola, a cidade foi tomada à traição e a sua guarnição aprisionada (8 de Julho de 1710). O crime foi perpetrado pelo sargento-mor Pimentel que a entregou a Alexandre Maître de Bay, marquês de Bay, pela quantia de 600 dobrões. O contra-ataque português ocorreu no ano seguinte, quando a cidade foi cercada pelas tropas de D. João Manuel de Noronha, conde da Atalaia. Tomando de assalto as obras exteriores, abriram uma brecha nas muralhas, recuperando a cidade e aprisionando a guarnição espanhola (15 de Abril de 1711).

No contexto da Guerra dos Sete Anos, na campanha de 1762, a província de Trás-os-Montes foi invadida e saqueada pelas tropas espanholas sob o comando do general Nicolás de Carvajal y Lancaster, marquês de Sarriá. Um novo cerco foi imposto a Miranda do Douro, que mantinha forte resistência até que a explosão de 1.500 arrobas de pólvora, num dos paióis, devastou o seu castelo, causando extensos danos ao casario e às muralhas, vitimando cerca de 400 pessoas (8 de Maio de 1762). Devido a isto, a cidade veio a capitular. Embora a apuração do facto jamais tenha apontado um responsável, a opinião popular imputou ao Governador Militar da praça a traição, havendo quem afirmasse ter visto o mesmo bandeando-se para o campo inimigo na ocasião. A cidade veio a ser recuperada pelas tropas portuguesas, sob o comando do conde de Lippe, no ano seguinte, vindo a paz a ser assinada em 10 de Novembro de 1763.

Cerca de meio século mais tarde, a cidade entraria em prontidão uma vez mais, desta vez no contexto da Guerra Peninsular, alvo das tropas napoleónicas.

As suas ruínas encontram-se classificadas como Imóvel de Interesse Público, por Decreto publicado em 20 de Outubro de 1955.

Características
O castelo apresentava planta no formato quadrangular, sendo as suas muralhas, em granito e xisto, ameadas e reforçadas nos três ângulos externos por cubelos (dois de planta retangular e um, hexagonal), envolvendo uma considerável praça de armas, actualmente reduzida a um amplo terreiro.

A Norte, o conjunto é dominado pela Torre de Menagem, na cota de 682 metros acima do nível do mar.

A cerca da vila abarcava um perímetro total de seiscentos passos, rasgada por três portas de arco quebrado:
- a Porta da Senhora do Amparo, ao fundo da rua da Costanilha;
- a Porta Falsa, junto à zona do castelo;
- o Postigo, a este, sobre a margem do rio Douro.

abraces algarvi'sh!!!

ps: Têxt'aqui (Wikipedia) e fót'sh'aqui (Monumentos e Skyscraper City - Por Terras de Miranda - página 4).

domingo, 6 de janeiro de 2013

Língua Mirandesa

Quem cruzar as ruas de Miranda do Douro, na expectativa de ouvir falar mirandês, poderá não o encontrar com muita facilidade. Com efeito, há cerca de quatro séculos que esta língua terá deixado de se falar na cidade, tornada episcopal em 1545 e alguns antes elevada a sede de comarca, sofrendo, por isso, um forte crescimento económico e demográfico, o que terá contribuído decisivamente para a substituição do mirandês pelo português. Assim, o mirandês viu-se acantonado nos pequenos centros, sendo aí que mais se pode ouvir esta língua, filha do latim e moldada pelas gerações que há muitos séculos habitam o extremo sul do vasto território onde se falou o asturo-leonês. Por outro lado, os seus falantes, cujo número rigoroso é difícil de determinar, sempre se habituaram a falar "grave" (nome dado ao português) na presença de forasteiros, reservando o mirandês para situações mais intimistas.

Mas o mirandês está a regressar serenamente à cidade. Trazido pelos habitantes das aldeias que vão abandonando os pequenos centros rurais e utilizado, ainda que ao abrigo dos sobranceiros ouvidos citadinos, em situações comunicativas diversas. Por outro lado, é a cidade que agora se orgulha de ostentar a toponímia em mirandês, colocando igualmente painéis informativos, diante dos seus monumentos mais emblemáticos, na língua que é também sua.

O falar mirandês cresceu com a Terra de Miranda, herdeira das antigas divisões administrativas leonesas. Contudo, nas entranhas dos seus castros, dispostos sobranceiramente sobre as escarpas do Douro, há vestígios arqueológicos, históricos e, naturalmente, linguísticos, de outros povos pré-romanos que habitaram a região. Lavradores, boieiros e pastores calcorrearam as arribas do Douro deixando na toponímia, nas expressões telúricas e metafóricas com que baptizaram as terras e as entranhas das fragas, as marcas indeléveis da sua passagem. Topónimos como Ourrieta, que significa concha de terra arável na montanha; Mamolas e Marmolinas, do megalítico; Castro e Castralhouço, da cultura dos castros; Canhada e Cardeinhas, nomes proto-históricos; Fraga de Proba Moços e Faia la Moça, que nos lembram antigas histórias e ritos; Rodielha e Carril Mourisco, nomes de antigas estradas romanas; assim como outras raízes ou elementos lexicais, atestam e confirmam os traços históricos dos povos que aqui viveram e mourejaram.

Esta civilização agro-pastoril, com fortes marcas comunitárias, tem-se mantido até quase aos nossos dias. E nem as falésias do Douro representaram um obstáculo intransponível para as gerações de trabalhadores, contrabandistas e aventureiros que calcorrearam as fronteiras rumo ao nascente, prolongando os laços seculares que nos unem às vizinhas regiões de Saiago e de Aliste.

O mirandês viveu, durante séculos, no seu estado natural, a fala. Embora as primeiras formas escritas se encontrem em documentos datados do século XII, só em finais do século XIX, pelas mãos de José Leite de Vasconcelos, a língua mirandesa viu a primeira tentativa de a fixar por escrito. No século XX encontramos muitos nomes que, à luz do filólogo, procuraram dar continuidade a esse trabalho de fixação do mirandês. Assinalem-se, sem pretensões de exaustão, os trabalhos de tradução realizados pelo Abade Manuel Sardinha, pelo Padre Francisco Meirinhos, assim como Bernardo Fernandes Monteiro. Para além destes, há que referir os nomes de autores e contadores mirandeses ou da região, como Bazílio Rodrigues, Francisco Rodrigues Brandão, Francisco Reis Domingues, Trindade Coelho que no teatro, na poesia, nas crónicas, foram dando forma a muitos textos que hoje fazem parte do património escrito da língua mirandesa.

O mirandês interessou também muitos investigadores portugueses e estrangeiros. Na continuidade do já referido Leite de Vasconcelos cuja obra, Estudos de Filologia Mirandesa, publicada em dois volumes em 1900 e 1901, continua a ser uma referência para o estudo desta língua, há que referir outros nomes como Menéndez Pidal, Herculano de Carvalho, Leif SletsjØe, assim como Erik Staaff, cujos trabalhos são fundamentais para quem pretenda iniciar uma investigação sobre este idioma. Mas o século XX assistiu, sobretudo, ao trabalho extraordinário do vulto maior da língua e cultura mirandesas: António Maria Mourinho. Nas suas múltiplas facetas, de historiador, antropólogo e linguista, este investigador deu corpo a um vasto património – que hoje faz parte do Centro de Estudos com o seu nome, sedeado na Biblioteca Municipal – onde se procura estudar e dar continuidade ao seu trabalho em prol da língua e da cultura mirandesas.

Para o último quartel do século XX, estavam reservadas as mudanças mais importantes na história da língua mirandesa. Entre outras, assinalamos a introdução no ensino (desde o ano lectivo 1987/88); a elaboração de uma norma escrita (a Convenção Ortográfica foi publicada em 1999); o reconhecimento político (através da Lei 7/99, de 29 de Janeiro, sem esquecer o Despacho Normativo n.º 35/99, de 5 de Julho de 1999 que regulamenta o direito à aprendizagem do mirandês); e os estudos científicos sobre a língua, quer em pequenos artigos quer nas teses universitárias que se têm produzido (nomeadamente na Universidade do Minho, Coimbra, Toulouse – Le Mirail e Salamanca), e a edição do Pequeno Vocabulário Mirandês - Português da autoria do Padre Moisés Pires. Estes factores terão contribuído, cada um à sua maneira, para a emergência de um renovado interesse pela língua e pela cultura mirandesas, cujas faces mais visíveis são também o nascimento de uma literatura em mirandês, a colocação de toponímia em quase todas as localidades linguisticamente mirandesas, o aparecimento em diversos órgãos de comunicação social, assim como de um prolífico conjunto de textos de dimensão realmente inusitada.

O mirandês interessa, em primeiro lugar, aos seus falantes, nomeadamente pelo valor simbólico de afirmação identitária, sendo inegável que a prática de uma língua local favorece também o desenvolvimento intelectual e a abertura para outras culturas. Por isso, o domínio da língua mirandesa tem ainda mais importância se considerarmos que a mesma constitui uma chave de acesso ao património comum das culturas que se exprimem através das línguas românicas, assim como o conhecimento destas culturas permite enriquecer a aprendizagem e o domínio da língua mirandesa. Importa assim reconhecer a língua e a cultura mirandesa não como um obstáculo à circulação da informação e das ideias, mas antes afirmar as vantagens que ela traz na abertura a uma dimensão regional da modernidade.

Assim, se o futuro da língua mirandesa depende, em primeiro lugar, dos seus falantes, a sua continuidade está também relacionada com a existência de instituições e meios de transmissão como a escola e outras instituições. Apesar das transformações sociais concorrerem para a situação de precariedade em que se encontra a língua mirandesa, a realidade mostra-nos que esta ainda mantém a sua vitalidade.

Segue-se um documentário, bastante interessante, sobre a Língua Mirandesa:








abraces algarvi'sh!!!

ps: Têxt'aqui (Câmara Municipal de Miranda do Douro).