domingo, 25 de novembro de 2012

Igreja de Nossa Senhora da Natividade (Igreja Matriz de Escamarão)

Arquitectura religiosa, românica e gótica. Construída, presumivelmente, nos finais do século XII. Igreja de planta longitudinal, sem transepto; nave única e capela-mor de menor secção e volumetria; pórtico central e pórtico lateral; arco triunfal de arco apontado assente em impostas; muros de acentuada espessura; fenestração ogival geminada; cachorrada; siglas.

Enquadramento urbano a meia encosta, isolado e destacado, insere-se numa zona de interesse paisagístico, sobre o Rio Douro, em Escamarão, freguesia de Soutelo.
Fotografia da Igreja, em 1944
Capela-mor e altares colaterais, em 1944. De realçar a existência de reboco nas paredes.

abraces algarvi'sh!!!

ps: Têxt'e fót'sh'aqui (Monumentos).

sábado, 24 de novembro de 2012

Sousêl'

Souselo é uma freg'sia do concêlh' d'Cinfães, com 8,66 km² d'área, 3202 habitant'sh (ém 2011) e uma dénsidád' pop'laci'nal de 369,7 hab/km². É limitada pelo Rio Douro a Norte e pelo Rio Paiva a Oeste.
Souselo é uma das pouquíssimas terras que têm a sua antiguidade anterior ao séc. X documentada - isto não quer dizer que seja mais antiga que outras, mas porque a
Souselo respeita um dos quatro ou cinco mais antigos documentos latino-portugueses que subsistem. Esse documento é importante para vermos que a língua (séc. IX), já portuguesa, na sua fase proto-histórica, já figura quer na construção de frases ou sintaxe, quer pelas palavras (já não latinas); e, ainda, porque revela a etimologia única que parece viável do topónimo Souselo.

Naquele documento, datado de 870, primeiros anos do governo de Afonso III das Astúrias, aparece a primeira forma conhecida de Souselo: "Eclesia fundata in villa Sousello". O étimo parece estar ligado ao termo latino "Sonosu" (de sonoru-). Souselo é o diminutivo deste, Sonosellu-, devendo referir-se a um regato que nasce, acima de Santa Eulália, no Alto da Capela, passa na antiga "villa Sonosello", isto é, no local da Igreja, e cai no Douro, no lugar de Primadela. A sua evolução fonética é
regular a simples: Sonosello > Sõosello (séc. XIII) > So(u)selo. A toponímia que dá origem aos nomes das povoações de Souselo, salvo raras excepções, é anterior à Nacionalidade.

As devoções católicas surgem paralelamente à toponímia e, por isso, não admira que aqui surja a devoção mais antiga a um Santo na Península: o culto de Santa Eulália, que em Souselo foi introduzido antes do séc. IX, pelos presores da respectiva villa.

Na freguesia existiu um Mosteiro, cuja fundação se atribui ao ano de 870 e que, segundo a tradição, teria sido destruído por Almançor. Em Escamarão, localiza-se
Vista a partir de Alpendurada, na outra margem do Douro
uma capela românica classificada como Monumento de interesse Público. Em tempos, no lugar de Cancelhô, foi encontrado um pequeno cemitério romano, três bilhas de barro, pratos, algumas moedas, cinzas e pregos. Este espólio encontra-se no Museu Serpa Pinto, em Cinfães.

abraces algarvi'sh!!!

ps: Têxt'sh'aqui (Wikipedia e Câmara Municipal de Cinfães) e fót'sh'aqui (Câmara Municipal de Cinfães, Panoramio(AJFAlmeida) e Panoramio (quim.teixeira) e Panoramio (OrlandoCastiço)).

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Gastronomia típica de Cinfães e Cabrito ou Anho assado com arroz do forno

Uma lista sucinta com os pratos típicos de Cinfães: Cabrito ou anho assado com arroz do forno, torresmos ou torresmada, papas milhas com fígado de porco cozido, bolo de forno de farinha de milho com carne gorda ou sardinhas, arroz de lampreia e lampreia à bordalesa, sável frito, carnes de porco fumadas e rojões à moda de Cinfães. Na doçaria, é de salientar: Pão-de-ló de Cinfães, doces de manteiga, sopa seca, formigos, bolinhos de centeio e falachas de farinha de castanha pilada.

Para descansar destes dias de passeio pela vila de Cinfães, até porque as pernas estão enferrujadas com tamanha paragem, vamos degustar um... Cabrito ou anho assado com arroz de forno!

Ingredientes (6 pessoas)
Rio Bestança, que percorre o concelho de Cinfães
- 4Kg de anho ou cabrito;
- Uma pitada de sal;
- Uma cebola média;
- 2 ou 3 dentes de alho;
- 2 folhas de louro;
- 1 colher de sopa de banha;
- 1 colher de azeite;
- Colorau a gosto;
- Meio copo de vinho branco.
Para o arroz
- 3 chávenas de arroz;
- 1 cebola das pequenas.
Para a calda
- 500g de carne de vaca;
- 1 cabeça de alho;
- 1 salpicão;
- 1 chouriça;
- Sal a gosto.

Preparação
Limpa-se o anho de gorduras, lava-se e esfrega-se com sal. Corta-se muito miudinha a assua, que é carne gorda de porco, a salsa, a cebola, o alho e o louro. A seguir junta-se tudo numa caçarola com banha, um pouco de manteiga, azeite e colorau, mexe-se bem.
Fazem-se uns golpes no anho, que se enchem com esta mistura, o resto esfrega-se por dentro e por fora do mesmo.
Coloca-se o preparado numa assadeira de barro vermelho, onde já-se encontra um pouco de vinho branco, azeite e cebola cortada aos pedacinhos.
Este preparado fica assim de um dia para o outro.
No dia seguinte, leva-se assar no forno de lenha onde, tradicionalmente se coze a "boroa".

Preparação do arroz
Coze-se a carne de vaca, a cabeça de anho, o salpicão e a chouriço durante bastante tempo, para fazer com que a calda fique saborosa, tempera-se com sal.
Logo de seguida, faz-se um refugado com cebola que baste e azeite a gosto. A cebola é somente para cozer, sem ganhar cor.
Depois de cozidas as carnes, coe-se o caldo em que estas foram cozidas e junta-se ao refugado.
Num alguidar de barro vermelho, já se deve encontrar o arroz lavado, na proporção de três chávenas.
Junta-se a calda e vai sem demora para o forno de cozer "boroa" com um bocadinho de azeite e um ramo de salsa por cima do alguidar.

Bom aptit!!!

abraces algarvi'sh!!!

ps: Têxt'aqui (Câmara Municipal de Cinfães e Palhota - Turismo Rural) e fót'sh'aqui (Panoramio (RodrigoSaldanhadeAlm…)).

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Igreja de São João Baptista (Igreja Matriz de Cinfães)

Arquitectura religiosa, barroca e neoclássica. Igreja de nave única, transepto saliente, coro-alto, capela-mor e sacristia. Exuberância da fachada em detrimento dos outros alçados. Fachada-torre com exonártex. Iluminação por janelas em capialço. Abóbada de berço no transepto e capela-mor e falsa abóbada de berço de madeira na nave. Capelas retabulares ladeiam a nave, com tipologia e decoração tardo-barroca.

Cronologia
- Séculos VII-VIII - alguns autores apontam a sua fundação para esta data por via de uma pedra em arco de volta perfeita, antigo tímpano, decorado com calabres, cruz de braços floridos em leque e lavores geométricos;
- Século XVIII - D. Manuel de Vasconcelos Pereira (1773-1786) manda reedificar a Igreja.

Características Particulares
Corpo central que suporta a torre sineira, em plano ligeiramente mais avançado, na fachada principal, formando galilé. Arcossólio com sepultura do século XIV no transepto. Arco triunfal com moldura entalhada.


abraces algarvi'sh!!!

ps: Têxt'aqui (Monumentos) e fót'sh'aqui (Câmara Municipal de Cinfães e Monumentos).

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Edifício da Câmara Municipal de Cinfães

Arquitectura política e administrativa, oitocentista. Enquadramento urbano, isolado, implanta-se em terreno sobranceiro à via pública, possuindo escadaria central, flanqueada por muros que acompanham o desnível da zona envolvente do edifício, onde se implanta o Pelourinho fronteiro à fachada lateral esquerda e o Cruzeiro do Centenários no cunhal direito da fachada principal. Nas imediações, ergue-se o Tribunal da Comarca.

O edifício da Câmara Municipal tem a particularidade de ter os vãos do rés-do-chão e do primeiro unidos, no alçado posterior, naquilo que se presume ter sido uma intervenção posterior (a diferença de tonalidade nas cantarias deixa adivinhar isso).

Pelourinho de Cinfães
Cruzeiro dos Centenários em Cinfães
Tribunal Judicial de Cinfães

abraces algarvi'sh!!!

ps: Têxt'aqui (Monumentos (Câmara Municipal de Cinfães)) e fót'sh'aqui (Monumentos (Câmara Municipal de Cinfães), Panoramio (ruben Martins), Monumentos (Cruzeiro do Centenários) e Monumentos (Tribunal Judicial de Cinfães)).