terça-feira, 20 de novembro de 2012

Pelas ruas de Cinfães

Vamos conhecer os dados demográficos do concelho de Cinfães e dar um pequeno passeio pela pequena vila de Cinfães. Infelizmente, o panorama não é diferente das cidades do interior do país...

A população do Município de Cinfães tem vindo a decrescer continuamente desde a segunda metade do século XX, designadamente, a partir da década de 1950 (com cerca de 35400 habitantes), facto que pode ser explicado pelos movimentos migratórios que se foram verificando nos períodos de implementação democrática e liberalização dos mercados. Dos elementos mais significativos da segunda metade do séc. (com perdas na ordem dos 9700) subtrai-se a década de 1990 com decréscimo de cerca de 3700 habitantes.
No âmbito da distribuição espacial, ou seja, a densidade relativa dos habitantes de determinada superfície, o Município de Cinfães apresenta uma distribuição heterogénea com tendência de concentração em focos habitacionais rurais e urbanos, com mais atractivos à fixação. Com cerca de 90,4 habitantes por km² (2002), o Município de Cinfães tem uma baixa densidade populacional - apontando um território com elevado potencial natural de cariz turístico.


abraces algarvi'sh!!!

ps: Têxt'aqui (Wikipedia) e fót'sh'aqui (Wikipedia, Câmara Municipal de Cinfães e Skyscraper City).

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Cinfães

Após vários meses de paragem, decidi voltar a actualizar o blog. A ver se é desta. :-)))

Cinfães é uma vila pr'téncént'ó d'shtrit d'V'seu e à antiga pr'víncia do Dour' Lit'ral e conta com cérca de 3300 habitant'sh. O sé géntílic' é cinfanense.

É séd'um concêlh' com 241,71 km² d'área, 20427 habitant'sh (ém 2011) e uma dénsidád poplaci'nal de 84,51 hab./km². Encontra-se subd'vidid'ém 17 freguesias: Alhões, Bustelo, Cinfães, Espadanedo, Ferreiros de Tendais, Fornelos, Gralheira, Moimenta, Nespereira, Oliveira do Douro, Ramires, Santiago de Piães, São Cristóvão de Nogueira, Souselo, Tarouquela, Tendais e Travanca.

O concêlh' é l'mitád'a Nort' plo concêlh' de Marco de Canaveses e Baião, a Ésht' p'r Resende, a Sul p'r Castro Daire e Arouca e Oésht' p'r Castelo de Paiva.

Cinfães é de fundação multissecular tendo o primeiro Foral concedido por D. Manuel I, datado de 1 de Maio de 1513. Composto por uma parte serrana e outra ribeirinha, este concelho espraia-se pela vertente norte do dorso do Montemuro. A Serra de Montemuro e o vale do Rio Douro são dois eixos morfológicos determinantes, que
Ortofotomapa da vila de Cinfães
conferem a este concelho característi- cas paisagísticas de inigualável beleza e diversidade.

A Serra de Montemuro proporciona o acolhimento único das aldeias culturais e tipicamente serranas, como é o caso de Vale de Papas, Bustelo da Lage, Aveloso e Gralheira (entre outras). O Pico do Talegre - elevação rochosa com marco geodésico, assume-se como o ponto
mais alto do concelho que, com 1382 m, se reveste de paisagens naturais únicas. No Inverno, a chuva abre caminhos serra abaixo, formando cascatas e lagos que, quando a temperatura é negativa, se tornam espelhos de gelo. A neve é também um ponto forte que transforma a paisagem, que sofre assim mutações durante as quatro estações do ano.

O vale do Bestança, que acompanha o Rio com o mesmo nome, exala genuinidade que se revela numa conservação perfeita de património natural, biodiversid- ade, ruralidade e etnografia inalterados pelo tempo. Os socalcos de pasto e cultura agrícola habilmente molados entre a paisagem, os moínhos de água empedrados, as pontes em madeira local e as casas de pedra com madeira
Serra de Montemuro
sobreposta, são exemplares únicos da arquitectura popular e tradicional de Cinfães. Neste Vale, repleto de quedas de água e paisagens de inigualável beleza, existe também uma elevada quantidade de vestígios medievais e calçadas pré-romanas que delimitam as rotas e troços pedestres com vocação natural.

Além da caça e pesca como actividades de lazer e ocupação do ócio, Cinfães oferece ainda fantásticas condições para práctica náutica de recreio e competição, sobretudo pela perfeita disposição da Albufeira do Carrapatelo e respectivos pontos de acostagem e amarração: Porto Antigo e Escamarão.


guiadacidade.pt

abraces algarvi'sh!!!

ps: Têxt'aqui (Wikipedia) e fót'sh'aqui (Wikimedia Commons, Viajar Clix, Bing Maps, Panoramio (CONGOSTRA), Panoramio (David J M Silva), Panoramio (Paulo Marinheiro) e Guia da Cidade).

domingo, 15 de abril de 2012

Ermida de Santo António (Alvit')

Despedimo-nos do pequeno concelho de Alvito com uma visita à bela ruína da Ermida de Santo António, a cerca de 800 m de Vila Nova de Baronia. Até sémpr'!

Arquitectura religiosa, maneirista, construída, provavelmente, no final do século XVI. Ermida maneirista de planta longitudinal escalonada, composta por nártex, nave única e capela-mor rectangulares e abobadadas; enquadra-se na arquitectura religiosa alentejana, mostrando grandes afinidades com a Ermida de São Pedro de Alvito. Ao invés da austeridade do exterior, o interior exibia grande riqueza decorativa, já setecentista, através de azulejaria, entretanto desaparecida, e de pinturas murais maneiristas, que revestiam a capela-mor e das quais restam apenas vestígios, enquadráveis num pequeno, mas significativo núcleo de pintura mural popular, da região. As pinturas maneiristas de carácter ornamental e anjos músicos na abóbada da capela-mor são as características particulares desta ermida.




abraces algarvi'sh!!!

ps: Têxt'aqui (Monumentos) e fót'sh'aqui (Monumentos e Panoramio).

sábado, 14 de abril de 2012

Bacalhau Albardado

Antes de deixarmos o concelho de Alvito, vom'sh f'rrar o eshtômag' pró passê d'amanhã (a d'shpedida) e a viagem até ó próxim' concêlh', com uma r'cêta de bacalhau alentejana, o Bac'lhau Albardád'. Na imagem está uma habitação tradicional do Alentejo, em Vila Nova de Baronia.

Ingredientes (para 4 a 6 pessoas)
- 200 g de bacalhau;
- 550 g de farinha (aprox.);
- 10 g de fermento de padeiro;
- azeite.

Preparação
Lava-se o bacalhau muito bem e põe-se de molho durante 6 horas em cerca de 6,5 dl de água. Depois faz-se em lascas. Desfaz-se o fermento na água que serviu para demolha o bacalhau. Junta-se a farinha a pouco e pouco, batendo-a de modo a obter uma massa homogénea. Rectifica-se o sal.

Cobre-se primeiro com um pano e depois com um cobertor e deixa-se levedar (fintar) em local temperado durante cerca de 3 horas. A massa está finta quando toda ela apresentar umas pequenas bolhas.

Aquece-se bem o azeite e com uma colher grande frita-se a massa ás colheres, introduzindo uma ou duas lascas de bacalhau em cada colher de massa.

Escorrem-se os «pastéis» sobre papel pardo e servem-se acompanhados com salada de alface ou de agriões.

Bom aptit!

abraces algarvi'sh!!!

ps: Têxt'aqui (Gastronomias) e fót'aqui (Panoramio).

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Ermida de Santa Águeda/S. Neutel

Ermida originalmente designada de S. Neutel, transformação populista de Santo Eleutério. Túlio Espanca refere a existência de um aglomerado populacional em redor da Ermida nos séc. XVI-XVII, do qual não restam vestígios.

A quase totalidade do edifício, com excepção da ábside, sacristia e alpendre fica envolta pelo pelo casario que anteriormente estava reservado ao Ermitão e
hospedaria de peregrinos.

A singularidade desta ermida revela-se no fresco que cobre todo o seu interior e que é da datado dos séc. XVII-XVIII, um conjunto iconográfico de cariz popular, onde se denota alguma dificuldade na técnica e perspectiva por parte dos artistas.

Destacamos ainda, na mesa do altar-mor, o frontal de azulejos seiscentista, em tudo semelhante aos restantes que se encontram na matriz da vila.

Esta ermida é palco de uma importante romaria. Segundo alguns autores, este culto poderá ter sido realizado em templo próprio, o qual, arruinado, passou a estar ligado ao de S. neutel. A "Festa" de sant'Águeda, como o povo a apelida, foi igualmente conhecida pela "Romaria do Leite". Os lavradores costumavam neste dia oferecer leite a Sant'Águeda, sendo depois vendido aos romeiros na porta da igreja. A romaria manteve-se até hoje, realizando-se no Domingo de Pascoela.

(A fotografia da direita é mais recente e mostra que, felizmente, a Ermida já teve alguma manutenção. As outras fotografias são de 1995.)

Arco da capela-mor: pintura mural representando São João Baptista e Santíssima Trindade
Pintura mural representando Santo António, Bispo, Santo Amaro, São Bartolomeu e São Paulo
Pintura mural representando Santa mártir, Nossa Senhora do Rosário, Santa Lúzia e Santa Catarina
Pintura mural representando ordenação de sacerdote, Pietá, Santo André, São Bernardo (?) e São Brás (?)
Pormenor de pintura mural de cartela

abraces algarvi'sh!!!

ps: Têxt'aqui (Junta de Freguesia de Vila Nova de Baronia) e fót'sh'aqui (Monumentos).