domingo, 15 de abril de 2012

Ermida de Santo António (Alvit')

Despedimo-nos do pequeno concelho de Alvito com uma visita à bela ruína da Ermida de Santo António, a cerca de 800 m de Vila Nova de Baronia. Até sémpr'!

Arquitectura religiosa, maneirista, construída, provavelmente, no final do século XVI. Ermida maneirista de planta longitudinal escalonada, composta por nártex, nave única e capela-mor rectangulares e abobadadas; enquadra-se na arquitectura religiosa alentejana, mostrando grandes afinidades com a Ermida de São Pedro de Alvito. Ao invés da austeridade do exterior, o interior exibia grande riqueza decorativa, já setecentista, através de azulejaria, entretanto desaparecida, e de pinturas murais maneiristas, que revestiam a capela-mor e das quais restam apenas vestígios, enquadráveis num pequeno, mas significativo núcleo de pintura mural popular, da região. As pinturas maneiristas de carácter ornamental e anjos músicos na abóbada da capela-mor são as características particulares desta ermida.




abraces algarvi'sh!!!

ps: Têxt'aqui (Monumentos) e fót'sh'aqui (Monumentos e Panoramio).

sábado, 14 de abril de 2012

Bacalhau Albardado

Antes de deixarmos o concelho de Alvito, vom'sh f'rrar o eshtômag' pró passê d'amanhã (a d'shpedida) e a viagem até ó próxim' concêlh', com uma r'cêta de bacalhau alentejana, o Bac'lhau Albardád'. Na imagem está uma habitação tradicional do Alentejo, em Vila Nova de Baronia.

Ingredientes (para 4 a 6 pessoas)
- 200 g de bacalhau;
- 550 g de farinha (aprox.);
- 10 g de fermento de padeiro;
- azeite.

Preparação
Lava-se o bacalhau muito bem e põe-se de molho durante 6 horas em cerca de 6,5 dl de água. Depois faz-se em lascas. Desfaz-se o fermento na água que serviu para demolha o bacalhau. Junta-se a farinha a pouco e pouco, batendo-a de modo a obter uma massa homogénea. Rectifica-se o sal.

Cobre-se primeiro com um pano e depois com um cobertor e deixa-se levedar (fintar) em local temperado durante cerca de 3 horas. A massa está finta quando toda ela apresentar umas pequenas bolhas.

Aquece-se bem o azeite e com uma colher grande frita-se a massa ás colheres, introduzindo uma ou duas lascas de bacalhau em cada colher de massa.

Escorrem-se os «pastéis» sobre papel pardo e servem-se acompanhados com salada de alface ou de agriões.

Bom aptit!

abraces algarvi'sh!!!

ps: Têxt'aqui (Gastronomias) e fót'aqui (Panoramio).

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Ermida de Santa Águeda/S. Neutel

Ermida originalmente designada de S. Neutel, transformação populista de Santo Eleutério. Túlio Espanca refere a existência de um aglomerado populacional em redor da Ermida nos séc. XVI-XVII, do qual não restam vestígios.

A quase totalidade do edifício, com excepção da ábside, sacristia e alpendre fica envolta pelo pelo casario que anteriormente estava reservado ao Ermitão e
hospedaria de peregrinos.

A singularidade desta ermida revela-se no fresco que cobre todo o seu interior e que é da datado dos séc. XVII-XVIII, um conjunto iconográfico de cariz popular, onde se denota alguma dificuldade na técnica e perspectiva por parte dos artistas.

Destacamos ainda, na mesa do altar-mor, o frontal de azulejos seiscentista, em tudo semelhante aos restantes que se encontram na matriz da vila.

Esta ermida é palco de uma importante romaria. Segundo alguns autores, este culto poderá ter sido realizado em templo próprio, o qual, arruinado, passou a estar ligado ao de S. neutel. A "Festa" de sant'Águeda, como o povo a apelida, foi igualmente conhecida pela "Romaria do Leite". Os lavradores costumavam neste dia oferecer leite a Sant'Águeda, sendo depois vendido aos romeiros na porta da igreja. A romaria manteve-se até hoje, realizando-se no Domingo de Pascoela.

(A fotografia da direita é mais recente e mostra que, felizmente, a Ermida já teve alguma manutenção. As outras fotografias são de 1995.)

Arco da capela-mor: pintura mural representando São João Baptista e Santíssima Trindade
Pintura mural representando Santo António, Bispo, Santo Amaro, São Bartolomeu e São Paulo
Pintura mural representando Santa mártir, Nossa Senhora do Rosário, Santa Lúzia e Santa Catarina
Pintura mural representando ordenação de sacerdote, Pietá, Santo André, São Bernardo (?) e São Brás (?)
Pormenor de pintura mural de cartela

abraces algarvi'sh!!!

ps: Têxt'aqui (Junta de Freguesia de Vila Nova de Baronia) e fót'sh'aqui (Monumentos).

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Igreja da Misericórdia / Igreja do Senhor dos Passos (Altiv')

Arquitectura religiosa, maneirista, barroca. Provável construção na segunda metade do século XVI. Igreja de Misericórdia de planta longitudinal, cobertura em abóbada de berço, contrafortes de secção rectangular encimados por pináculos piramidais e extensas composições pictóricas, características da arquitectura das igrejas das Misericórdias do Baixo Alentejo no período do maneirismo pleno. O retábulo (muito truncado), o sacrário e as capelas laterais correspondem à orientação estilística do barroco joanino.

abraces algarvi'sh!!!

ps: Têxt'aqui (Monumentos) e fót'sh'aqui (Monumentos e Panoramio).

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Igreja Matriz de Vila Nova da Baronia / Igreja de Nossa Senhora da Assunção

Arquitectura religiosa, maneirista. Igreja paroquial de planta longitudinal, grandes dimensões e acentuada verticalidade, fachada principal ladeada por torres sineiras prismáticas, com coruchéus piramidais, contrafortes pouco salientes nas fachadas laterais, nave única abobadada, dividida em 5 tramos por arcos torais, capela-mor e capelas laterais com abóbadas de canhão simples.

Severidade e despojamento decorativo da fachada e do interior, apenas contrariada pela exuberância do revestimento azulejar. Retábulo-mor de estilo nacional; frontais de altar de azulejos polícromos, seiscentistas, de influência oriental, figurando ramagens e aves, semelhante aos da Igreja Matriz de Cuba e da Capela de Santa Ágata de Vila Nova da Baronia.

Características particulares
Os merlões prismáticos com remates piramidais coroando as torres sineiras e os botaréus das fachadas laterais constituem um interessante exemplo da permanência de elementos de carácter mudéjar integrados num edifício de estrutura chã. Extrema severidade da fachada principal acentuada pelo curioso conjunto das 3 portas de vão rectangular moldurado unificadas por uma mesma cornija rectilínea.

Cronologia
- Último terço do século XVI - Desmorona- mento da primitiva igreja; último decénio - o Arcebispo D. Teotónio de Bragança, com o beneplácito de D. Diogo Lopes de Sousa manda construir a nova igreja; as obras foram dirigidas pelo Mestre Neutel Dias;
- 17 de Setembro de 1594- instituição da capela das Almas pela confraria do mesmo nome, com autorização arquiepiscopal;
- 1602 - a obra é interrompida por acidente em que estiveram envolvidos o mestre e o seu filho, vindo a ser concluída ao longo do século XVII, procedendo-se à campanha decorativa da igreja: revestimento azulejar, retábulos colaterais e das capelas laterais, púlpito, pia baptismal;
- 4 de Abril de 1603 - contrato com o pintor José de Escobar para realização do douramento do retábulo e pintura a fresco do arco da capela das Almas;
- 2º quartel do século XVIII- retábulo da capela-mor.


abraces algarvi'sh!!!

ps: Têxt'aqui (Monumentos) e fót'sh'aqui (Panoramio, Junta de Freguesia de Vila Nova de Baronia e Monumentos).