quinta-feira, 12 de abril de 2012

Igreja da Misericórdia / Igreja do Senhor dos Passos (Altiv')

Arquitectura religiosa, maneirista, barroca. Provável construção na segunda metade do século XVI. Igreja de Misericórdia de planta longitudinal, cobertura em abóbada de berço, contrafortes de secção rectangular encimados por pináculos piramidais e extensas composições pictóricas, características da arquitectura das igrejas das Misericórdias do Baixo Alentejo no período do maneirismo pleno. O retábulo (muito truncado), o sacrário e as capelas laterais correspondem à orientação estilística do barroco joanino.

abraces algarvi'sh!!!

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quarta-feira, 11 de abril de 2012

Igreja Matriz de Vila Nova da Baronia / Igreja de Nossa Senhora da Assunção

Arquitectura religiosa, maneirista. Igreja paroquial de planta longitudinal, grandes dimensões e acentuada verticalidade, fachada principal ladeada por torres sineiras prismáticas, com coruchéus piramidais, contrafortes pouco salientes nas fachadas laterais, nave única abobadada, dividida em 5 tramos por arcos torais, capela-mor e capelas laterais com abóbadas de canhão simples.

Severidade e despojamento decorativo da fachada e do interior, apenas contrariada pela exuberância do revestimento azulejar. Retábulo-mor de estilo nacional; frontais de altar de azulejos polícromos, seiscentistas, de influência oriental, figurando ramagens e aves, semelhante aos da Igreja Matriz de Cuba e da Capela de Santa Ágata de Vila Nova da Baronia.

Características particulares
Os merlões prismáticos com remates piramidais coroando as torres sineiras e os botaréus das fachadas laterais constituem um interessante exemplo da permanência de elementos de carácter mudéjar integrados num edifício de estrutura chã. Extrema severidade da fachada principal acentuada pelo curioso conjunto das 3 portas de vão rectangular moldurado unificadas por uma mesma cornija rectilínea.

Cronologia
- Último terço do século XVI - Desmorona- mento da primitiva igreja; último decénio - o Arcebispo D. Teotónio de Bragança, com o beneplácito de D. Diogo Lopes de Sousa manda construir a nova igreja; as obras foram dirigidas pelo Mestre Neutel Dias;
- 17 de Setembro de 1594- instituição da capela das Almas pela confraria do mesmo nome, com autorização arquiepiscopal;
- 1602 - a obra é interrompida por acidente em que estiveram envolvidos o mestre e o seu filho, vindo a ser concluída ao longo do século XVII, procedendo-se à campanha decorativa da igreja: revestimento azulejar, retábulos colaterais e das capelas laterais, púlpito, pia baptismal;
- 4 de Abril de 1603 - contrato com o pintor José de Escobar para realização do douramento do retábulo e pintura a fresco do arco da capela das Almas;
- 2º quartel do século XVIII- retábulo da capela-mor.


abraces algarvi'sh!!!

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domingo, 8 de abril de 2012

Sopa de Beldroegas com Queijinhos e Ovos

Com tanta passê plo concêlh' d'Alvit', a larica já aperta. Param'sh um pouc e vôm'sh d'gushtar uma sopa alént'jana, ch'mada Sopa de Beldroegas com Queijinhos e Ovos.

Ingredientes (para 4 pessoas)
- 2 molhos de beldroegas;
- 2 cebolas;
- 500 g de batatas;
- 1,5 dl de azeite;
- 1 cabeça de alhos;
- 500 g de pão caseiro ou de 2ª;
- 4 ovos;
- 2 queijinhos frescos.

Preparação
Preparam-se as beldroegas aproveitando apenas as folhas. Os molhos devem ser grandes. Cortam-se as cebolas ás rodelas e alouram-se com o azeite. Juntam-se as folhas de beldroegas lavadas e deixam-se refogar muito bem mexendo com uma colher de pau. Regam-se com cerca de 2 litros de água e deixa-se levantar fervura.

Retiram-se as peles brancas à cabeça dos alhos, que se introduz inteira (sem retirar a pele roxa de cada dente de alho) na panela com o caldo a ferver. Juntam-se ainda as batatas cortadas ás rodelas grossas. Tempera-se a sopa de sal e deixa-se cozer.

Na altura de servir, introduzem-se no caldo os ovos um a um e deixam-se escalfar. Por fim metem-se na panela os queijinhos cortados aos quartos. Tem-se o pão cortado ás fatias numa terrina e rega-se com o caldo. À parte servem-se as batatas, os ovos, as beldroegas e os queijinhos.

Bom aptit!

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sábado, 7 de abril de 2012

Vila Nova da Baronia

Vila Nova da Baronia é uma freguesia do concelho do Alvito, com 124,54 km² de área, 1245 habitantes (em 2011) e uma densidade populacional de 10 hab/km².

A povoação é muito antiga e existem vestígios que datam da época dos romanos, tal como a ponte romana situada a menos de 300 metros da vila. Teve o primeiro foral atribuído pelo provincial da
ordem de Santa Trindade a 18 de Agosto de 1280. O novo foral foi-lhe atribuído por D. Manuel I em Lisboa a 20 de Novembro de 1516, conforme o que consta no Livro de Forais Novos do Alentejo.

Não há dúvida alguma que o povoamento do território desta freguesia ascende a épocas não apenas anteriores ao século XII, mas que remontam por certo a épocas anteriores à ocupação romana.

Vila Nova da Baronia teve, inicialmente, o nome de "Vila Nova de a par de Alvito" e, depois, "Vila Nova de Alvito", passando em 1708 para o actual nome de Vila Nova Da Baronia por pertencer ao mesmo donatário Conde e Barão de Alvito.

Foi elevado à categoria de concelho no mesmo ano (1708), o qual foi extinto em 1836, sendo incorporado no actual concelho de Alvito. Como recordação dos 128 anos em que foi concelho, existe o Pelourinho, hoje colocado na praça da República e classificado de monumento nacional.

Em termos demográficos, Vila Nova da Baronia encontra-se em declínio, registando-se um crescimento acentuado da percentagem de população idosa. A chamada "desertificação" do interior do país é uma das principais causas deste declínio acentuado da população. A falta de possibilidades de conseguir um emprego na região leva cada vez mais os jovens a fixarem-se noutras regiões do país e até noutros países.


guiadacidade.pt

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sexta-feira, 6 de abril de 2012

Palácio de Água de Peixes

O Palácio de Água de Peixes é um edifício medieval, localizado a cerca de seis quilómetros do Alvito, cuja construção remonta ao século XII. O seu nome deve-se ao facto que haver-se construído na Herdade de Água de Peixes. É monumento nacional desde 2002.

É um edifício simples, que ao longo dos tempos não sofreu largas alterações, mantendo ainda hoje muitos elementos medievais. De planta quadrangular, o edifício distribui-se por dois largos pisos, que emolduram um pátio central, ajardinado. Este pátio conserva ainda o seu aspecto claustral.

O pátio, murado e contornado pelo edifício, é muito amplo e contém um original tanque de 50 metros que tempos idos formava uma piscina. Hoje é um zambujeiro.

E, como é de esperar, o palácio tem uma capela, edifício este localizado no mesmo pátio. A capela distribui-se rectangularmente por uma só nave, iluminada por somente duas pequenas fresta, dando ao espaço um aspecto de dormitório conventual, um local de clausura. Essas pequenas janelas são decoradas obreiras manuelinas.

De facto, o edifício leva todo o visitante num percurso intemporal na arquitectura, pois o solar apalaçado foi construído durante a Idade Média - no fim desta, por certo -, retém elementos do estilo manuelino do século XV, detém uma colecção de azulejaria portuguesa setecentista e continua a sofrer mudanças, que tornam o solar cada vez mais bonito.

O palácio conserva um aspecto arejado e confortável, e está pintado exteriormente com típicas cores alentejanas: o branco e o azul. O edifício é não mais que o solar de veraneios de uma família ilustre e, tanto antiga como actualmente, o espaço mantém uma função agrícola ou de lazer.


abraces algarvi'sh!!!

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