domingo, 8 de abril de 2012

Sopa de Beldroegas com Queijinhos e Ovos

Com tanta passê plo concêlh' d'Alvit', a larica já aperta. Param'sh um pouc e vôm'sh d'gushtar uma sopa alént'jana, ch'mada Sopa de Beldroegas com Queijinhos e Ovos.

Ingredientes (para 4 pessoas)
- 2 molhos de beldroegas;
- 2 cebolas;
- 500 g de batatas;
- 1,5 dl de azeite;
- 1 cabeça de alhos;
- 500 g de pão caseiro ou de 2ª;
- 4 ovos;
- 2 queijinhos frescos.

Preparação
Preparam-se as beldroegas aproveitando apenas as folhas. Os molhos devem ser grandes. Cortam-se as cebolas ás rodelas e alouram-se com o azeite. Juntam-se as folhas de beldroegas lavadas e deixam-se refogar muito bem mexendo com uma colher de pau. Regam-se com cerca de 2 litros de água e deixa-se levantar fervura.

Retiram-se as peles brancas à cabeça dos alhos, que se introduz inteira (sem retirar a pele roxa de cada dente de alho) na panela com o caldo a ferver. Juntam-se ainda as batatas cortadas ás rodelas grossas. Tempera-se a sopa de sal e deixa-se cozer.

Na altura de servir, introduzem-se no caldo os ovos um a um e deixam-se escalfar. Por fim metem-se na panela os queijinhos cortados aos quartos. Tem-se o pão cortado ás fatias numa terrina e rega-se com o caldo. À parte servem-se as batatas, os ovos, as beldroegas e os queijinhos.

Bom aptit!

abraces algarvi'sh!!!

ps: Têxt'e fót'sh'aqui (Gastronomias).

sábado, 7 de abril de 2012

Vila Nova da Baronia

Vila Nova da Baronia é uma freguesia do concelho do Alvito, com 124,54 km² de área, 1245 habitantes (em 2011) e uma densidade populacional de 10 hab/km².

A povoação é muito antiga e existem vestígios que datam da época dos romanos, tal como a ponte romana situada a menos de 300 metros da vila. Teve o primeiro foral atribuído pelo provincial da
ordem de Santa Trindade a 18 de Agosto de 1280. O novo foral foi-lhe atribuído por D. Manuel I em Lisboa a 20 de Novembro de 1516, conforme o que consta no Livro de Forais Novos do Alentejo.

Não há dúvida alguma que o povoamento do território desta freguesia ascende a épocas não apenas anteriores ao século XII, mas que remontam por certo a épocas anteriores à ocupação romana.

Vila Nova da Baronia teve, inicialmente, o nome de "Vila Nova de a par de Alvito" e, depois, "Vila Nova de Alvito", passando em 1708 para o actual nome de Vila Nova Da Baronia por pertencer ao mesmo donatário Conde e Barão de Alvito.

Foi elevado à categoria de concelho no mesmo ano (1708), o qual foi extinto em 1836, sendo incorporado no actual concelho de Alvito. Como recordação dos 128 anos em que foi concelho, existe o Pelourinho, hoje colocado na praça da República e classificado de monumento nacional.

Em termos demográficos, Vila Nova da Baronia encontra-se em declínio, registando-se um crescimento acentuado da percentagem de população idosa. A chamada "desertificação" do interior do país é uma das principais causas deste declínio acentuado da população. A falta de possibilidades de conseguir um emprego na região leva cada vez mais os jovens a fixarem-se noutras regiões do país e até noutros países.


guiadacidade.pt

abraces algarvi'sh!!!

ps: Têxt'aqui (Wikipedia) e fót'sh'aqui (Junta de Vila Nova de Baronia, Panoramio e Guia da Cidade).

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Palácio de Água de Peixes

O Palácio de Água de Peixes é um edifício medieval, localizado a cerca de seis quilómetros do Alvito, cuja construção remonta ao século XII. O seu nome deve-se ao facto que haver-se construído na Herdade de Água de Peixes. É monumento nacional desde 2002.

É um edifício simples, que ao longo dos tempos não sofreu largas alterações, mantendo ainda hoje muitos elementos medievais. De planta quadrangular, o edifício distribui-se por dois largos pisos, que emolduram um pátio central, ajardinado. Este pátio conserva ainda o seu aspecto claustral.

O pátio, murado e contornado pelo edifício, é muito amplo e contém um original tanque de 50 metros que tempos idos formava uma piscina. Hoje é um zambujeiro.

E, como é de esperar, o palácio tem uma capela, edifício este localizado no mesmo pátio. A capela distribui-se rectangularmente por uma só nave, iluminada por somente duas pequenas fresta, dando ao espaço um aspecto de dormitório conventual, um local de clausura. Essas pequenas janelas são decoradas obreiras manuelinas.

De facto, o edifício leva todo o visitante num percurso intemporal na arquitectura, pois o solar apalaçado foi construído durante a Idade Média - no fim desta, por certo -, retém elementos do estilo manuelino do século XV, detém uma colecção de azulejaria portuguesa setecentista e continua a sofrer mudanças, que tornam o solar cada vez mais bonito.

O palácio conserva um aspecto arejado e confortável, e está pintado exteriormente com típicas cores alentejanas: o branco e o azul. O edifício é não mais que o solar de veraneios de uma família ilustre e, tanto antiga como actualmente, o espaço mantém uma função agrícola ou de lazer.


abraces algarvi'sh!!!

ps: Têxt'aqui (Wikipedia) e fót'sh'aqui (Panoramio e Monumentos).

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Capela de São Bartolomeu (Alvit')

Arquitectura religiosa, gótica, manuelina. Capela rural, de pequenas dimensões, com nave de dois tramos e capela-mor, ambas da mesma altura e abobadadas, e contrafortes cilíndricos reforçando os alçados laterais. O estado de ruína do imóvel não permite tirar conclusões sobre o remate dos alçados exteriores, que certamente o aproximavam de idênticas capelas rurais estilisticamente integráveis no gótico final alentejano, como a Capela de São Sebastião de Alvito com a qual comunga a mesma volumetria e espacialidade interna. Pinturas murais manuelinas.

Cronologia
- Início do século XVI - construção, provavelmente no local de um primitivo templo paleocristão de que parecem existir vestígios;
- 1575 - primeira referência documental da capela;
- Meados do século XVI - pinturas murais;
- Julho de 1990 - Despacho de classificação como Imóvel de Interesse Público;
- 1993 - a capela servia de armazém agrícola.


abraces algarvi'sh!!!

ps: Têxt'e fót'sh'aqui (Monumentos).

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Capela de Santa Luzia (Alvit')

Os passeios de hoje e de amanhã serão um pouco diferentes, pois vamos visitar ruínas de duas capelas.

Arquitectura religiosa, popular, gótica. Pequena ermida de planta quadrada e cobertura em cúpula oitavada, com alpendre adossado, inspirada nos morábitos muçulmanos implantados em locais ermos ou mesmo reaproveitando a sua estrutura. No interior, cúpula e alçados decorados com pinturas murais seiscentistas, de ferroneries e cartelas emoldurando figuras de santos, revelando algum eruditismo na composição e na delicadeza dos pormenores. Predominam os tons quentes, numa pintura quase bicromática, em vários tons de vermelho e amarelos nos panejamentos, molduras, fundos, avivados pelo branco das carnações e alguns panejamentos.


abraces algarvi'sh!!!

ps: Têxt'e fót'sh'aqui (Monumentos).